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quarta-feira, 28 de julho de 2021

LAO CONVIDA

De abril a junho deste ano continuamos nossa temporada de bate-papo com artistas pela página Láudano Artes no Facebook. Além dos primeiros convidados AQUI já divulgados, contamos com a participação do grafiteiro Face; a multiartista Rafaela Maya; o fotógrafo Marcos Rogério Meneghessi; e a arteterapeuta Madu Carrenho.

Clique nas imagens abaixo e acesse os links para as respectivas conversas, disponível somente para quem tem conta no Facebook.






terça-feira, 13 de abril de 2021

LIVES COM CONVIDADOS

Para aqueles que não acompanharam recentemente a página Láudano Artes no Facebook saiba que transmitimos recentemente bate-papos com artistas que conhecemos nas andanças da vida. Por enquanto foram dois convidados até agora, Mestre Zequinha de Piracicaba-SP e Karina Teles de Itanhaém-SP.

Clique nas imagens abaixo e acesse o link para estas conversas, disponível somente para quem tem conta no Facebook.




domingo, 30 de junho de 2019

D.X - Ritmo E Poesia

Confira agora mesmo o lançamento do EP solo de D.X, Ritmo E Poesia, lançado pela Láudano Artes.

D.X é um emcee paranaense residindo há três anos na Baixada Santista tendo seu desempenho mais notório integrando a banda maringaense de hip-hop Anônimos Aduzidos desde 2011. Além do REP trabalha ainda com artes visuais, teatro e também atua como professor de Arte na rede municipal de Itanhaém-SP.
Iniciou no hip-hop há cerca de quinze anos e agora lançou seu primeiro EP intitulado "Ritmo e Poesia", onde apresenta sua visão libertária de mundo ao rimar sobre temas cotidianos sem cair na mesmice ou seguir as atuais tendências do REP. Neste trabalho conta com seu parceiro de banda, Lucas Trabuco, na execução de instrumentos de cordas que atribuem aos beats uma sonoridade orgânica e autoral.


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Pincelada: Vânia Mignone

Foto: Thiago Ferri (SESC/SP)

O conceito de narrativas enviesadas se encaixa no trabalha de Vânia Mignone (1967-) na medida em que a artista cria suas narrativas de maneira não linear. Sua preocupação está em criar obras pessoais, que revelem sua origem e formação, porém sem ignorar a expansão gerada a partir da presença de quem as observa. Neste ponto, Mignone acredita que seu trabalho conversa bem com as pessoas, ainda que gerem incômodos e tensões.
Seus interesses em xilogravura, desenho, quadrinhos, artes gráficas, cartazes publicitários e poesia concreta se fazem reconhecíveis na sua obra, a qual se forma a partir da junção entre imagem, texto e cor. Para a artista, não há como realizar uma obra sabendo como vai começar e onde vai terminar. Suas pinturas não são totalmente pensadas, mas potencializadas no acaso, permitindo assim, que cada observador invente sua própria narrativa. 



Referência:
Katia Canton. Narrativas enviesadas. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009 (Livro).


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Pincelada: Rubens Gerchman

Foto:AE

Em 2011, a preservação do acervo do artista brasileiro Rubens Gerchman (1942-2008) foi garantida graças ao Edital Pro Artes Visuais da FUNARTE, garantindo a criação do Instituto Rubens Gerchman e o lançamento do livro que gerou esta publicação: "Rubens Gerchman, o rei mau gosto". Seu trabalho consiste em pinturas, esculturas, fotografias, assemblagens e mais uma porção de obras em técnicas mistas que ajudam a pincelar a figura deste importante personagem.
Quando Nara Leão descreveu a obra "Lindonéia, a Gioconda do subúrbio" para Caetano Veloso, este compôs uma música homônima sem ao menos tê-la visto, lançando-a em seguida no LP "Tropicália ou Panis et circensis", de 1968, na voz da cantora. Gerchman se responsabilizou pela autoria da capa deste disco e fora isso, colaborou nos parangolés do também artista Hélio Oiticica, aquele mesmo que expôs no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1967, a obra Tropicália que, posteriormente, daria o nome ao movimento cultural baiano.


Referência:
Clara Gerchman. Rubens Gerchman, o rei do mau gosto. São Paulo: J. J. Carol, 2013 (Livro).

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Pincelada: Frans Krajcberg

Foto: Felipe Gesteira
De origem polonesa, Frans Krajcberg* chegou ao Brasil em 1948, aos 27 anos. Mesmo tendo estudado na Escola de Belas Artes de Stuttgart, Alemanha, teve que trabalhar como operário do Museu de Arte Moderna para manter-se em São Paulo. Em 1951, além de participar na I Bienal Internacional de São Paulo, também expôs no 1º Salão de Arte Moderna de São Paulo pinturas que havia desenvolvido paralelamente ao seus serviços no museu.
Depois de morar em diversas cidades brasileiras, desenvolveu sua pesquisa artística rumo à exploração das inúmeras possibilidades dos materiais naturais. Com trabalhos que reaproveitam madeiras de queimadas e pigmentos da natureza, Krajcberg denuncia os crimes ecológicos e transforma os restos da natureza em seu próprio discurso de defesa. Como se suas obras nos traduzisse o pedido acanhado da natureza: "Você que gosta tanto de mim, por que não me defende?"

*Pronuncia-se "frans crájiber"

Referência:
Renata Sant'Anna e Valquíria Prates. Frans Krajcberg: a obra que não queremos ver. Coleção arte à primeira vista. São Paulo: Paulinas, 2006 (Livro).


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Ensaios Gráficos

Com a palavra, D.X:
Neste ano, em meio a tantas correrias loucas, me surpreendi com o foco que consegui direcionar para o meu desenvolvimento enquanto ilustrador e artista visual. Por mais que isto tenha implicado no meu afastamento dos palcos, a empreitada foi valiosa. Desde o início do ano estive me dedicando para completar uma série de trabalhos que chamei de Ensaios Gráficos. Na definição original:

Isso que denominamos Ensaios Gráficos é uma série de estudos visuais realizada pela Láudano Artes na qual envolve uma pesquisa parcialmente fundamentada na abordagem triangular proposta por Ana Mae Barbosa. O objetivo é produzir conteúdos imagético e textual baseados nas produções culturais da humanidade e divulgá-los livremente para contribuir com o desenvolvimento de olhares críticos sobre arte e culturas visuais. 



Assim, desenvolvi quatorze ilustrações baseadas em pesquisas que me submeti para me aprofundar em alguns conhecimentos ligados à história da arte. Todas elas podem ser lidas aqui. Após a finalização da série, consegui ainda expor o resultado desta investigação na Biblioteca central da cidade, à convite da Secretaria de Cultura, na exposição que foi intitulada como Cartum, Cartoon, Cartone. Felizmente, um canal de televisão local fez a boa ação de registrá-la divulgando também as oficinas de cartum que integravam a proposta da exposição. Veja aqui:

Depois disso, imaginei que em cima das ilustrações originais eu poderia redesenhar estes trabalhos em formato digital nos softwares que utilizo em minha profissão fora da Láudano Artes. Resolvi tentar e o que vingou foi uma nova criação, ao meu ver. Por isso, aos poucos, estou substituindo as ilustrações originais aqui no blog pelas novas versões digitais, as quais tive um cuidado maior na composição. Fique à vontade para acessar os conteúdos! 
Voltamos com novidades em 2016! 
Boas festas...

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Cobertura da RIC TV sobre a exposição "Cartum, Cartoon, Cartone!"

"No dia do meu aniversário (17/Junho) a RIC TV Maringá foi até a exposição montada na Biblioteca do Centro conhecer meus Ensaios Gráficos e conversar sobre as relações produzidas entre história da arte e cartuns nestes trabalhos."
-D.X


Na exposição foi apresentada uma série de estudos visuais denominados de Ensaios Gráficos os quais foram produzidos enquanto conteúdos imagético e textual baseados nas produções culturais da humanidade sob a estética dos cartuns. Estes ensaios foram publicados no blog da Láudano Artes e estiveram reunidos e expostos para visitação durante o horário de funcionamento da biblioteca. As oficinas ofertadas fizeram parte do projeto “Eu si divirto!” que é uma homenagem ao cartunista Lukas, nome utilizado por Marcos César Lukasewigz, falecido em 2011.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Chamada "Cartum, Cartoon, Cartone!"

Por meio da Secretaria de Cultura, através da Gerência de Promoção da Leitura, a Láudano Artes promove a exposição "Cartum, Cartoon, Cartone" do artista visual D.X - André Luís Onishi - entre os dias 15 e 30 deste mês de Junho na Biblioteca do Novo Centro. Como parte da programação ainda serão ofertadas, pelo artista, oficinas de cartum nas Bibliotecas Municipais. As ações fazem parte do projeto “Eu si divirto!” que é uma homenagem ao cartunista Lukas, nome utilizado por Marcos César Lukasewigz, falecido em 2011. Nas oficinas serão trabalhadas a produção visual, humorística e opinativa por meio do cartum.


Na exposição será apresentada uma série de estudos visuais denominados de Ensaios Gráficos os quais foram produzidos enquanto conteúdos imagético e textual baseados nas produções culturais da humanidade sob a estética dos cartuns. Estes ensaios foram publicados no blog da Láudano Artes (http://laudanoartes.blogspot.com.br/p/ensaios-graficos.html) e agora estarão reunidos e expostos para visitação, durante o horário de funcionamento da biblioteca, tendo por objetivo contribuir para o desenvolvimento de olhares críticos sobre arte e culturas visuais na cidade.


Programação das OFICINAS:
Horário: 13h30 às 14h30 (Biblioteca do Palmeiras será realizada entre as 13 e 14 horas)

22 de junho
Biblioteca do Alvorada
Avenida Sophia Rasgulaeff, 693

23 de junho
Biblioteca do Novo Centro
Avenida Horácio Racanello, 6090

24 de junho
Biblioteca do CEU de Iguatemi
Avenida Vereador Antonio Bortolotto, Conj. Residencial D. Angelica

25 de junho
Biblioteca do Mandacaru
Avenida Mandacaru, 317

26 de junho
Biblioteca da Operária
Travessa Liberdade, 26 (continuação da Avenida Paissandu)

30 de junho
Biblioteca do Palmeiras
Avenida Kakogawa, 1.310, Parque Grevíleas III


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Origem da Arte Contemporânea brasileira

Praticamente podemos chamar de Arte Contemporânea as manifestações artísticas que acontecem atualmente, no presente momento. Entretanto, o marco inaugural da arte contemporânea no Brasil é comumente associado ao neoconcretismo que teve sua origem com a publicação do Manifesto Neoconcreto em março de 1959. O manifesto foi assinado por Amilcar de Castro, Ferreira Gullar, Franz Weissmann, Lygia Clark, Lygia Pape, Reynaldo Jardim e Theon Spanudis, os quais apresentaram uma nova vanguarda na arte brasileira ao romperem com o movimento concreto que já tinha ganhado terreno no país desde o início da década de 1950.


Algumas características deste grupo são a superação da tela como suporte, o rompimento do espaço tradicional da obra de arte e o estabelecimento da interação entre o trabalho artístico e o espectador por meio de uma relação ativa entre ambos. Um exemplo "concreto" disto pode ser observado em Bichos de Lygia Clark, que são placas de metal polido articuladas por dobradiças e podem ser manipuladas pelo público, conferindo novas formas ao trabalho e induzindo ao espectador participante o papel de completar o sentido da obra por meio desta interação.
Ferreira Gullar é tido como o principal articulador teórico do grupo. Tanto ele quanto o crítico Mário Pedrosa já tinha neste período seus seguidores e uma certa capacidade de influenciar aqueles que se reuniam em torno deles. Foi Gullar que investigando a construção tridimensional de Lygia inventou a denominação não-objeto para se referir àquele trabalho que já não era nem pintura, nem escultura e muito menos relevo como tentou denominar Pedrosa. A descoberta do poeta foi comunicada oficialmente na mesa de jantar do apartamento de Lygia Clark. Esta residência foi um dos pontos de encontro do grupo e o lar de incontáveis conversas sobre as experiências do coletivo no âmbito da arte brasileira e contemporânea. Convencido de que a denominação criada ajudaria nas formulações das novas experiências do grupo, Ferreira Gullar mais tarde publicou a "Teoria do não-objeto".
Além de Lygia, outro artista deste grupo que ganhou notoriedade no circuito internacional foi Hélio Oiticica. Munido de uma capacidade singular de formular linhas de interpretação sobre o próprio trabalho, não se mostrou defasado em relação à produção americana e européia e se manteve em consonância com o discurso das vanguardas dos grandes centro artísticos. Sua obra intitulada Tropicália inspirou os tropicalistas e um de seus conhecidos parangolés também acabou sendo vestido por Caetano Veloso na década de sessenta. Outro trabalho bastante referenciado do artista é a bandeira Seja Marginal, seja Herói uma espécie de estandarte da marginália, também conhecida como cultura marginal que se proliferou para outras linguagens artísticas. Desde sua morte, sua família cuida de seu patrimônio o qual foi parcialmente destruído por um incêndio no ano de 2009.

Referências:
Flávio Rosa de Moura. OBRA EM CONSTRUÇÃO: A RECEPÇÃO DO NEOCONCRETISMO E A INVENÇÃO DA ARTE CONTEMPORÂNEA NO BRASIL. São Paulo, 2011. (Tese de Doutorado)


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Exposição "Cartum, Cartoon, Cartone" (15/06 a 30/06)


Por meio da Secretaria de Cultura, através da Gerência de Promoção da Leitura, a Láudano Artes promove a exposição "Cartum, Cartoon, Cartone" do artista visual D.X - André Luís Onishi - entre os dias 15 e 30 deste mês de Junho na Biblioteca do Novo Centro. Como parte da programação ainda serão ofertadas, pelo artista, oficinas de cartum nas Bibliotecas Municipais. As ações fazem parte do projeto “Eu si divirto!” que é uma homenagem ao cartunista Lukas, nome utilizado por Marcos César Lukasewigz, falecido em 2011. Nas oficinas serão trabalhadas a produção visual, humorística e opinativa por meio do cartum.

Na exposição será apresentada uma série de estudos visuais denominados de Ensaios Gráficos os quais foram produzidos enquanto conteúdos imagético e textual baseados nas produções culturais da humanidade sob a estética dos cartuns. Estes ensaios foram publicados no blog da Láudano Artes (http://laudanoartes.blogspot.com.br/p/ensaios-graficos.html) e agora estarão reunidos e expostos para visitação, durante o horário de funcionamento da biblioteca, tendo por objetivo contribuir para o desenvolvimento de olhares críticos sobre arte e culturas visuais na cidade.


Programação das oficinas:
Horário: 13h30 às 14h30 (Biblioteca do Palmeiras será realizada entre as 13 e 14 horas)

22 de junho
Biblioteca do Alvorada
Avenida Sophia Rasgulaeff, 693

23 de junho
Biblioteca do Novo Centro
Avenida Horácio Racanello, 6090

24 de junho
Biblioteca do CEU de Iguatemi
Avenida Vereador Antonio Bortolotto, Conj. Residencial D. Angelica

25 de junho
Biblioteca do Mandacaru
Avenida Mandacaru, 317

26 de junho
Biblioteca da Operária
Travessa Liberdade, 26 (continuação da Avenida Paissandu)

30 de junho
Biblioteca do Palmeiras
Avenida Kakogawa, 1.310, Parque Grevíleas III

terça-feira, 2 de junho de 2015

Fragmentos de Marcelo Monteiro

Com a palavra, D.X:

Dos meus amigos que trabalham com arte, tenho certeza que o que mais tem se destacado na área das Artes Visuais é o Monteiro. Tenho receio em descrever as impressões que tive ao presenciar sua exposição intitulada Fragmentos, pois poderia gastar meus dedos redigindo centenas ou milhares de palavras e mesmo assim elas formariam uma síntese injusta e incompleta do que é experienciar o seu trabalho. Sempre que o encontro pessoalmente faço questão de me perder em conversas que podem parecer longas para quem está de fora, pois além de sincero e empolgante, a expressividade que o torna criatura viva é a mesma que se faz intrínseca em suas peças. 


Outra coisa que permeia nosso bate-papo é o tal do olhar de fora, a preocupação com o visitante leigo e o respeito ao público. Presenciei a realização de dois monumentos que pertencem à uma série desenvolvida em uma oficina improvisada na Universidade Estadual de Maringá e também fui convidado a dar uma lascada no imenso tronco de árvore que ainda estava em processo de concepção. Destes trabalhos, o mais recente carrega a essência de outras peças expostas no Convite às Artes Visuais, o vazado. A exposição não contou com nenhum de seus monumentos que se impõem pelas calçadas da UEM, pelo contrário, o que presenciei eram esculturas reduzidas em tamanho, mas não em significado.
Do rude ao delicado e do áspero ao polido a maior beleza de seu trabalho, em minha concepção, sempre será a tridimensionalidade. E não somente na robustez dos trabalhos mas também nas lacunas que se preenchem com o que está além da obra. Aqui até o vazio se faz completo. Que estes fragmentos nunca sejam comparados à migalhas, mas à uma parte de um todo que se ergue diariamente na consagração do monumental Marcelo Monteiro.