A Láudano Artes foi criada por D.X, pseudônimo de André Luís Onishi, e tem como atividades: o ensino de arte, a produção de eventos culturais e o comércio de objetos artísticos. Entre em contato via e-mail (promotor@laudano.art.br) ou telefone (13) 99694-4525.
Confira o WEBCLIPE "Nunca Mais Fui o Mesmo" do EP solo de D.X, Ritmo E Poesia.
D.X lançou recentemente uma animação criada exclusivamente para a terceira faixa de seu primeiro EP intitulado "Ritmo e Poesia", onde apresenta sua visão libertária de mundo ao rimar sobre temas cotidianos sem cair na mesmice ou seguir as atuais tendências do REP. Neste trabalho conta com seu parceiro de banda, Lucas Trabuco, na execução de instrumentos de cordas que atribuem aos beats uma sonoridade orgânica e autoral.
Confira agora mesmo o lançamento do EP solo de D.X, Ritmo E Poesia, lançado pela Láudano Artes.
D.X é um emcee paranaense residindo há três anos na Baixada Santista tendo seu desempenho mais notório integrando a banda maringaense de hip-hopAnônimos Aduzidos desde 2011. Além do REP trabalha ainda com artes visuais, teatro e também atua como professor de Arte na rede municipal de Itanhaém-SP.
Iniciou no hip-hop há cerca de quinze anos e agora lançou seu primeiro EP intitulado "Ritmo e Poesia", onde apresenta sua visão libertária de mundo ao rimar sobre temas cotidianos sem cair na mesmice ou seguir as atuais tendências do REP. Neste trabalho conta com seu parceiro de banda, Lucas Trabuco, na execução de instrumentos de cordas que atribuem aos beats uma sonoridade orgânica e autoral.
Natural de Maringá, D.X é compositor e artista, que nas salas de aula da E.M. Bernardino de Souza Pereira também é conhecido como professor André Onishi. Seu novo trabalho intitulado “Ritmo e Poesia” será lançado em junho e tem singles com a participação da cantora local Anna Zechinatto (Cereja) e um antigo parceiro de banda, Lucas Trabuco. Uma das músicas do álbum é o single “Paixão de Carnaval”, um dueto entre D.X e Cereja lançado esta semana, no YouTube. Em uma mistura de hip-hop com samba, o som traz versos sobre desejo, atração e liberdade.
Confira agora mesmo o lançamento do videoclipe solo de D.X, gravado e publicado em parceria com a gravadora Namocada Records de Maringá-PR.
O QUE VALE? (parte 1)
Beat, Letra e Voz: D.X
Baixo e Guitarra: Trabuco
Captação: Vibe
Mix/Master: Diogo Poppi
Audiovisual: Gabriel Campos
Letra:
Que fique claro e que possam me entender bem
É que eu não quero e nunca quis enganar ninguém
E se algum dia eu já menti para ganhar uns vinténs
Não terei nem como fugir se confiscarem os meus bens
A vida é assim, não é? Fui batizado André
E desovado neste mundo cresci junto com a ralé..
E agora, José? E agora, você?
O anônimo aduzido resolveu aparecer
E acabou se metendo num paradoxo sem fuga
Como o Aquiles que nunca alcançará a tartaruga.
Então pra que trabalhar, se frustrar e insistir?
É o ato de teimosia dizendo pr'eu persistir.
Pois resistir é um dom. Resistência é a estratégia
Pra mandar um rabo-de-arraia naqueles comédias
Os que querem minha queda, com eles nem me preocupei
Pois ainda que me derrubem, em breve me levantarei.
Quanto esforço da sua parte.
Diga-me você, que exala este espírito implacável. Pra que fazer arte?
Não seria esta insistência artística um mero ato de teimosia de alguém que, um dia, fora convencido de que possuía um dom, um sonho que sequer era seu?
Oh, melancólico Morfeu o que foi que te deu?
Se me perco em devaneios que culpa tenho eu?
Meus semelhantes têm sonhado desde os chás-de-lírios
E sua irmã tem provocado muitos de seus delírios.
Graças a crueldade herdada do Império Assírio
A nossa história foi escrita com sangue de martírio
Assim fazemos vista grossa utilizando colírio
É por essas e por outras que me inebrio.
Sei que o que disse pode parecer tolice
Só não queria que agisse como se não me visse
Pois se me ouvisse, percebesse e sentisse
Se uniria a mim contra a sem-vergonhice.
Aquela praticada desde os chefes tribais,
Monarcas, governadores, políticos profissionais
E toda a corja mundana que comanda por trás
Nos sujeitando a levar esta vidinha fugaz.
Se tão entendendo o que digo, deem um grito...
É hora de encararmos o grande conflito!
Somos indivíduos, com deveres e direitos
Temos que conviver e assim exigir respeito
Por isso te convido: Tire a corda do pescoço!
Aproveite pra estudar enquanto ainda é moço
E ao invés de ser um Zé Ninguém busque ser Zé do Caroço
Fazendo alvoroço, dizendo: Enfim, valeu o esforço!
Ivan Marinheiro & DX já tem seu legado no cenário musical autoral de Maringá. DX com sua enérgica e performática dinâmica astral integrou magistralmente a banda mais esquisita da cidade, Anônimos Aduzidos, que fizeram muito barulho sonoro altamente qualitativo!
Ivan Marinheiro, que integra o coletivo de MC's Banca da Vila, faz parte do grupo Inteligência Verbal e tem seu trabalho solo já consolidado, caminhando para o terceiro disco.
Em suas parcerias musicais, inúmeras vezes executaram o cerimonial em cima dos grooves psicodélicos da Anônimos Aduzidos. Em estúdio já firmaram a parceria lançando em 2014 a música "Sem Subtração", gravada no Estúdio Vox, com arranjo da bateria e escaleta feitas pelo próprio DX e bass pelo Murilo.
Agora, em parceria com o Lado Sujo da Frequência, está lançado o clipe da música "Do Alicerce ao Teto", que vem com produção do Nino Loko; e scratchers, colagens, mixagem e masterização pelo Maestro do Hip Hop, Dj Samu Scratch ( Studio Ichiban Records ).
Lado Sujo da Frequência
Video Feito por: Zinho
Luz e assistência: Alex Souza
Música: Do Alicerce Ao Teto
Grupo: Ivan Marinheiro & DX
Produção Beat: Nino Loko
Studio Ichiban Records
Album: Single
Ivan Marinheiro
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Láudano Artes
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LETRA:
Do ventre chão da terra roxa
feito assim meio nas coxa
em plena chuva engana trouxa
que ensopa os corda frouxa
vai brotar um anti-heroi improvisado
já nascido odiado
cidadão miscigenado
Eu me inicio e acabo, eu me ergo e desabo
Não puxo gato pelo rabo , quem baba ovo é quiabo
Inicio , meio e fim , corpo , alma carpe diem
Astuto aprendiz que foi criado assim
Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza
Liberdade é vivência a cada esquina uma incerteza
Compadece compaixão, procede na missão
Coragem pra seguir em busca de uma solução
Seguimos sem explicação
no pulmão já deu edema
de inalar a poluição
entorno deste sistema
contaminado, esquema desmascarado
problema evidenciado
e o povo olhou pro outro lado
A força não é física, a força é de vontade
Malandragem cria espaço sem esperar oportunidade
Inspirando desejos e assoprando verdades
Em terra de sertanejos compomos contrariedades
Estereotipado,ungido e batizado
Onde os trajes mais formais são confortáveis e largados
Obtendo resultados,calculando trajetos
Peneirando aliados e descartando dejetos
Desacertos ,desafetos,vazios e repletos
Os viveres em meio a música são os meus prediletos
No dia vinte e quatro do mês de setembro tive a satisfação de trocar uma ideia firmeza com o artista Marcello Gugu, que participou de uma edição especial da Batalha do Secreto, aqui em Itanhaém. Conversamos sobre sua participação na cultura Hip-Hop, seus trabalhos, seus projetos, etc. Revelou ainda que o Gugu de seu apelido não vem de seu nome, mas sim de sua vivência na Vila Gumercindo, distrito de Ipiranga, São Paulo.
Marcello contou que seu primeiro contato com o Rap, foi por volta dos onze anos ouvindo "Mano Na Porta do Bar", do Racionais MC's, no rádio do carro de seu pai. Esta foi a primeira vez que escutou uma música cantar a realidade próxima daquela que ele via e vivia no Ipiranga. Lembra, inclusive, que logo assimilou a música ao seu finado tio, um exímio botequeiro. Mas na época, o pai mudou de estação e ficou por isso mesmo.
Um pouco mais velho, trocando fitas K7 com uma galera, conheceu Planet Hemp, Gabriel o pensador e outros artistas que soavam como o que havia escutado no carro de seu pai. Também graças à internet, acessada do SESC Ipiranga, descobriu o Bocada Forte e os encontros na Galeria do Rock onde conheceu uma galera que colaborou na criação do Afrika Kidz e da Batalha do Santa Cruz.
Inspirada na Batalha do Real, no Rio de Janeiro, a batalha do Santa Cruz surgiu no dia 18 de fevereiro de 2006 e virou referência. A única que manteve a periodicidade de todo o sábado oferecer a oportunidade para que a molecada se iniciasse na cultura Hip-Hop, revelando nomes como Emicida e Rashid, por exemplo. A visibilidade que conquistaram resultou no destaque para o universo do freestyle, de maneira independente e sem dinheiro. Mesmo assim, registra em sua memória este evento como uma grande escola pra ele, tanto em nível artístico como pessoal.
Levando adiante esta ideia, surgiu o projeto denominado Infinity Class, uma maneira de mediar o conhecimento histórico a partir da ótica do Hip-Hop. Esta foi a maneira que Gugu encontrou de contar a origem desta cultura onde desde a época do descobrimento da América, até sua eclosão como forma artística na década de 1970, revela uma enorme trajetória de luta e resistência da comunidade negra norte-americana. Desta forma, suas palestras, ou aulas, apresentam um rico conteúdo que não pode passar batido, servindo de ensino e aprendizagem, para que a molecada nova entenda que isso não surgiu do nada, que tem história e que se não ficar registrada, o tempo engole. Assim, o projeto funciona melhor ainda quando se pretende quebrar o preconceito contra o Hip-Hop, levando professores, vereadores e policiais ao conhecimento de que esta cultura não é uma baboseira como muitos pensam, mas que possui um sentido e a capacidade de transformar a vida das pessoas.
Embora o Infinity Class tenha se iniciado dentro dos muros de uma escola privada, é dentro da Fundação CASA que as lembranças de Marcello Gugu revelam vivências mais marcantes. Já atuou voluntariamente nas CASA Topázio, Itaparica, Juquiá, Tocantins e inclusive Chiquinha Gonzaga, para as meninas. Lá conta que arrancou lágrimas e também ajudou as adolescentes na valorização de sua auto-estima e no reconhecimento de sua beleza independente dos padrões estéticos que a mídia e a sociedade nos impõe.
Fora isso, nosso entrevistado apontou o que ele considera necessário para o fortalecimento do Hip-Hop nacional, ou seja, a profissionalização dentro da cultura. E também por mais piegas que possa parecer, a questão da organização que ainda é outra lacuna a ser superada. Daí, poderemos autonomamente gerar renda, empregos e mostrar pra periferia que não é somente o tráfico de drogas a única opção rentável pra ela, mas que a parte artística e também as demais áreas entorno desta possuem um grande nicho econômico a ser explorado em terras brasileiras, tal como vemos na pátria que pariu o Hip-Hop, conforme a aula de Marcello Gugu.
Conferimos de perto a Edição #64 da Batalha do Secreto, que acontece quinzenalmente aos sábados em Itanhaém - SP. Dê o play pra conferir algumas rimas que rolaram por lá.
No quarto dia deste mês de dezembro tive a honra de trocar uma ideia com o prestigiado DJ Nuts, que veio até Maringá pra tocar no já consagrado baile 16 Toneladas. Trocamos uma ideia sobre discotecagem, a dupla Nitro e tambem sobre música brasileira. Uma das primeiras vezes que ouvi falar do cara foi no blog do Paulo Napoli há uns dez anos atrás quando ele lançava o disco Vida X Game, com beats produzidos a partir de samples de videogames antigos.
DJ Nuts - pseudônimo de Rodrigo Velloso Teixeira - começou a discotecar no ano de 1989, em ambientes improvisados e festinhas de amigos, vigiado pelos garotos mais velhos, não tão amistosos, que estavam lá solicitos para caçoar do DJ iniciante. Outro frio na barriga se deu em 1993, já tocando em clube, no Sound Factory, Nuts entrou pra discotecar morrendo de medo pois o DJ que tocou anteriormente já tinha discotecado praticamente tudo o que estava no case do jovem Rorigo. Mas isso não foi o suficiente para desmotivá-lo.
Ainda na década de 90 teve início a Nitro formada por Nuts em parceria com o rapper Napoli. No youtube consegue-se ouvir quatro faixas de um EP da dupla lançada em 1998 no formato K7. Para o DJ, a principal conquista do grupo foram os fãs de verdade: -Eu prefiro ter o respeito de certas pessoas do que o respeito maior que se entende que é a fama! Foi o que ele me disse, antes de evidenciar a vontade de continuar o projeto. A dupla continua bons amigos, porém a parceria no som deverá ser aguardada por mais um tempo.
Em relação a discotecagem, Rodrigo Nuts foi pontual: -Eu diria que essa parada interessante que é o resultado da mistura de duas coisas é o mínimo da obrigação que um DJ deveria fazer. É isso mesmo! Em tempos de DJs de USB, alguns não fazem nem mesmo o mínimo considerado pelo entrevistado. Todavia, algumas das misturas - mix ou mashup - feitos por ele, são derivados de acapellas gravadas com o próprio celular, como foi o caso de Mantenha o Respeito de Marcelo D2 e outro caso especial, em que o DJ captou alguns vocais do prestigiado cantor de reggae, Pato Banton, durante uma breve estadia na Califórnia.
A preferência de Nuts tem sido por discotecar música brasileira ao invés da música rap, ainda que ele tenha revelado já ter feito festa de música nacional em São Paulo onde não foi "ninguém". Antigamente ele só tocava nossa música na gringa, pois pra ele, a molecada daqui queria só ouvir música norte-americana. Originais do Samba, Jorge Ben e Marku Ribas eles não queriam ouvir. Ainda segundo o DJ, "hoje em dia tá na moda ser brasileiro de novo".
Por fim, também questionei sobre projetos futuros e por enquanto, o foco de Nuts é o lançamento do disco em parceiria com Hélcio Milito, falecido irmão do também músico Osmar Milito. O projeto será primeiramente lançado em vinil, numa tiragem "covardemente limitada" de algumas dezenas de cópias: Pra fazer uma parada especial! É claro que, o mundo virtual terá o gostinho de hospedar a pedrada também. O projeto será lançado em outros formatos, menos em CD. -Nada mais em CD! Arrematou na mesma onda em que garantiu voltar a publicar novos materiais de seu garimpo pela música brasileira...
É claro que de toda nossa conversa gravada, muitas coisas ficaram de fora desta síntese acima. Porém, dependendo da resposta que tiver, posso voltar para publicar o áudio da entrevista na íntegra ou algum recorte dela futuramente. Agradeço imensamente a Bel Cardoso e a Lu Trabuca que cederam seus dispositivos móveis para realizar o registro. Ah! E o título que dei para esta publicação foi a última coisa falada por Rodrigo Nuts na entrevista: -SALVA ESSA PORRA!!.
Com mais de dois milhões de visualizações, a curitibana Karol Conka segue representando a mulherada no rap e na vida. Fiz essa ilustração em formato digital baseado em algumas fotos da artista. Abaixo vídeo dirigido pelo produtor Kondzilla:
Dando continuidade a série de homenagens à músicos, apresentamos Rapadura Xique Chico, este MC de RAPente que veste o Norte e Nordeste brasileiro. Já se apresentou duas vezes em Maringá e circular pelo país fazendo este som autêntico com muita poesia em seu canto. Assista abaixo o primeiro vídeo deste artista que lançou seu álbum Fita Embolada do Engenho em 2010.
Com o intuito de tornar as produções da Láudano Artes visíveis de uma forma mais dinâmica, criamos uma conta no Instagram*. Na imagem, fizemos uma homenagem ao rapper DBS, originalmente integrante da Família RZO e o qual fez uma participação no disco do finado rapper Sabotage, na música Respeito é pra quem tem. Confira o vídeo da música abaixo: