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sexta-feira, 7 de maio de 2021

PALAVRAS SOLTAS

   


Confira o videoclipe oficial da música Palavras Soltas que lançamos no sábado, Dia do Trabalhador.


domingo, 30 de junho de 2019

D.X - Ritmo E Poesia

Confira agora mesmo o lançamento do EP solo de D.X, Ritmo E Poesia, lançado pela Láudano Artes.

D.X é um emcee paranaense residindo há três anos na Baixada Santista tendo seu desempenho mais notório integrando a banda maringaense de hip-hop Anônimos Aduzidos desde 2011. Além do REP trabalha ainda com artes visuais, teatro e também atua como professor de Arte na rede municipal de Itanhaém-SP.
Iniciou no hip-hop há cerca de quinze anos e agora lançou seu primeiro EP intitulado "Ritmo e Poesia", onde apresenta sua visão libertária de mundo ao rimar sobre temas cotidianos sem cair na mesmice ou seguir as atuais tendências do REP. Neste trabalho conta com seu parceiro de banda, Lucas Trabuco, na execução de instrumentos de cordas que atribuem aos beats uma sonoridade orgânica e autoral.


terça-feira, 25 de setembro de 2018

D.X - O Que Vale? (parte 1)



Confira agora mesmo o lançamento do videoclipe solo de D.X, gravado e publicado em parceria com a gravadora Namocada Records de Maringá-PR.


O QUE VALE? (parte 1)
Beat, Letra e Voz: D.X 
Baixo e Guitarra: Trabuco 
Captação: Vibe 
Mix/Master: Diogo Poppi 
Audiovisual: Gabriel Campos 

Letra: 
Que fique claro e que possam me entender bem
É que eu não quero e nunca quis enganar ninguém 
E se algum dia eu já menti para ganhar uns vinténs 
Não terei nem como fugir se confiscarem os meus bens 
A vida é assim, não é? Fui batizado André 
E desovado neste mundo cresci junto com a ralé.. 
E agora, José? E agora, você? 
O anônimo aduzido resolveu aparecer 
E acabou se metendo num paradoxo sem fuga 
Como o Aquiles que nunca alcançará a tartaruga. 
Então pra que trabalhar, se frustrar e insistir? 
É o ato de teimosia dizendo pr'eu persistir. 
Pois resistir é um dom. Resistência é a estratégia 
Pra mandar um rabo-de-arraia naqueles comédias 
Os que querem minha queda, com eles nem me preocupei 
Pois ainda que me derrubem, em breve me levantarei. 

Quanto esforço da sua parte. 
Diga-me você, que exala este espírito implacável. Pra que fazer arte? 
Não seria esta insistência artística um mero ato de teimosia de alguém que, um dia, fora convencido de que possuía um dom, um sonho que sequer era seu? 

Oh, melancólico Morfeu o que foi que te deu? 
Se me perco em devaneios que culpa tenho eu? 
Meus semelhantes têm sonhado desde os chás-de-lírios 
E sua irmã tem provocado muitos de seus delírios. 
Graças a crueldade herdada do Império Assírio 
A nossa história foi escrita com sangue de martírio 
Assim fazemos vista grossa utilizando colírio 
É por essas e por outras que me inebrio. 
Sei que o que disse pode parecer tolice 
Só não queria que agisse como se não me visse 
Pois se me ouvisse, percebesse e sentisse 
Se uniria a mim contra a sem-vergonhice. 
Aquela praticada desde os chefes tribais, 
Monarcas, governadores, políticos profissionais 
E toda a corja mundana que comanda por trás 
Nos sujeitando a levar esta vidinha fugaz. 
Se tão entendendo o que digo, deem um grito... 
É hora de encararmos o grande conflito! 
Somos indivíduos, com deveres e direitos 
Temos que conviver e assim exigir respeito 
Por isso te convido: Tire a corda do pescoço! 
Aproveite pra estudar enquanto ainda é moço 
E ao invés de ser um Zé Ninguém busque ser Zé do Caroço 
Fazendo alvoroço, dizendo: Enfim, valeu o esforço!


domingo, 9 de outubro de 2016

Entrevista: Marcello Gugu - "AULA SOBRE O HIP-HOP"

Com a palavra, D.X:
No dia vinte e quatro do mês de setembro tive a satisfação de trocar uma ideia firmeza com o artista Marcello Gugu, que participou de uma edição especial da Batalha do Secreto, aqui em Itanhaém. Conversamos sobre sua participação na cultura Hip-Hop, seus trabalhos, seus projetos, etc. Revelou ainda que o Gugu de seu apelido não vem de seu nome, mas sim de sua vivência na Vila Gumercindo, distrito de Ipiranga, São Paulo.
 
Marcello contou que seu primeiro contato com o Rap, foi por volta dos onze anos ouvindo "Mano Na Porta do Bar", do Racionais MC's, no rádio do carro de seu pai. Esta foi a primeira vez que escutou uma música cantar a realidade próxima daquela que ele via e vivia no Ipiranga. Lembra, inclusive, que logo assimilou a música ao seu finado tio, um exímio botequeiro. Mas na época, o pai mudou de estação e ficou por isso mesmo.
Um pouco mais velho, trocando fitas K7 com uma galera, conheceu Planet Hemp, Gabriel o pensador e outros artistas que soavam como o que havia escutado no carro de seu pai. Também graças à internet, acessada do SESC Ipiranga, descobriu o Bocada Forte e os encontros na Galeria do Rock onde conheceu uma galera que colaborou na criação do Afrika Kidz e da Batalha do Santa Cruz.
Inspirada na Batalha do Real, no Rio de Janeiro, a batalha do Santa Cruz surgiu no dia 18 de fevereiro de 2006 e virou referência. A única que manteve a periodicidade de todo o sábado oferecer a oportunidade para que a molecada se iniciasse na cultura Hip-Hop, revelando nomes como Emicida e Rashid, por exemplo. A visibilidade que conquistaram resultou no destaque para o universo do freestyle, de maneira independente e sem dinheiro. Mesmo assim, registra em sua memória este evento como uma grande escola pra ele, tanto em nível artístico como pessoal.
Levando adiante esta ideia, surgiu o projeto denominado Infinity Class, uma maneira de mediar o conhecimento histórico a partir da ótica do Hip-Hop. Esta foi a maneira que Gugu encontrou de contar a origem desta cultura onde desde a época do descobrimento da América, até sua eclosão como forma artística na década de 1970, revela uma enorme trajetória de luta e resistência da comunidade negra norte-americana. Desta forma, suas palestras, ou aulas, apresentam um rico conteúdo que não pode passar batido, servindo de ensino e aprendizagem, para que a molecada nova entenda que isso não surgiu do nada, que tem história e que se não ficar registrada, o tempo engole. Assim, o projeto funciona melhor ainda quando se pretende quebrar o preconceito contra o Hip-Hop, levando professores, vereadores e policiais ao conhecimento de que esta cultura não é uma baboseira como muitos pensam, mas que possui um sentido e a capacidade de transformar a vida das pessoas.


Embora o Infinity Class tenha se iniciado dentro dos muros de uma escola privada, é dentro da Fundação CASA que as lembranças de Marcello Gugu revelam vivências mais marcantes. Já atuou voluntariamente nas CASA Topázio, Itaparica, Juquiá, Tocantins e inclusive Chiquinha Gonzaga, para as meninas. Lá conta que arrancou lágrimas e também ajudou as adolescentes na valorização de sua auto-estima e no reconhecimento de sua beleza independente dos padrões estéticos que a mídia e a sociedade nos impõe.
Fora isso, nosso entrevistado apontou o que ele considera necessário para o fortalecimento do Hip-Hop nacional, ou seja, a profissionalização dentro da cultura. E também por mais piegas que possa parecer, a questão da organização que ainda é outra lacuna a ser superada. Daí, poderemos autonomamente gerar renda, empregos e mostrar pra periferia que não é somente o tráfico de drogas a única opção rentável pra ela, mas que a parte artística e também as demais áreas entorno desta possuem um grande nicho econômico a ser explorado em terras brasileiras, tal como vemos na pátria que pariu o Hip-Hop, conforme a aula de Marcello Gugu.
Até a próxima...

Fotos por D.X, veja mais clicando aqui.

Ouça o álbum "Até que enfim Gugu! (2013)" do artista Marcello Gugu:


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Pincelada: Rubens Gerchman

Foto:AE

Em 2011, a preservação do acervo do artista brasileiro Rubens Gerchman (1942-2008) foi garantida graças ao Edital Pro Artes Visuais da FUNARTE, garantindo a criação do Instituto Rubens Gerchman e o lançamento do livro que gerou esta publicação: "Rubens Gerchman, o rei mau gosto". Seu trabalho consiste em pinturas, esculturas, fotografias, assemblagens e mais uma porção de obras em técnicas mistas que ajudam a pincelar a figura deste importante personagem.
Quando Nara Leão descreveu a obra "Lindonéia, a Gioconda do subúrbio" para Caetano Veloso, este compôs uma música homônima sem ao menos tê-la visto, lançando-a em seguida no LP "Tropicália ou Panis et circensis", de 1968, na voz da cantora. Gerchman se responsabilizou pela autoria da capa deste disco e fora isso, colaborou nos parangolés do também artista Hélio Oiticica, aquele mesmo que expôs no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1967, a obra Tropicália que, posteriormente, daria o nome ao movimento cultural baiano.


Referência:
Clara Gerchman. Rubens Gerchman, o rei do mau gosto. São Paulo: J. J. Carol, 2013 (Livro).

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Movimento Futurista


Tido como o primeiro movimento europeu de vanguarda, o Futurismo iniciou o século vinte rompendo com a arte do século dezenove. Armados de irreverência, os futuristas objetivaram, agressivamente, a ruptura com o passado ao buscar a destruição da sintaxe, a libertação das palavras, a disposição dos substantivos ao acaso e, principalmente, a demolição dos museus, bibliotecas e antiquários.
A figura do poeta italiano, Filippo Marinetti, é lembrada como líder do movimento que assistiu a ascensão das novas formas de comunicação decorrentes das descobertas científicas do século que se iniciava. Utilizando-se do jornal, veículo de comunicação de massa, Marinetti publicou seus "Manifesto futurista" e "Manifesto da literatura futurista", respectivamente em 1909 e 1912, tendo em vista fomentar uma nova arte que considerasse os seguintes fenômenos: a rapidez do mundo moderno; o amor ao novo e ao imprevisto; e a busca de conhecer tudo o que até então era tido como inacessível e irrealizável.
Esta nova forma artística, denominada futurista, valorizou um novo conceito de beleza, levando em conta o grotesco; mirou a dessacralização da arte, contrariando a beleza clássica; e posicionou-se radicalmente a favor da renovação da arte, de maneira autoritária e belicosa, enveredando-se assim, ao movimento fascista italiano.
Em nosso país, não houve a constituição de um movimento futurista, porém a poesia dos modernistas Mário de Andrade e Oswald de Andrade evidenciaram algumas tendências e inovações propostas pelo futurismo. Inclusive, Oswald, chamou Mário de futurista em artigo publicado nos anos 1921, no Jornal do Comércio. Escandalizado, Mário discordou e assumiu a culpa pelo erro de seu companheiro.
Também na Semana de Arte Moderna, realizada em fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, o compositor Heitor Villa-Lobos regeu uma orquestra com instrumentos atípicos para a música clássica, provocando assim, agitação e vaia do público que foi pego de surpresa pela inovação do músico. O ruído da folha de zinco, por exemplo, utilizada por Villa-Lobos está entre a lista de elementos não harmoniosos incorporados na música futurista, que também tinha por inspiração a cidade moderna, o mundo urbano e a tecnologia.


Referência:
HELENA, Lúcia. Movimentos de Vanguarda Européia. Editora Scipione, 1993.





segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Causando um tombamento


Com mais de dois milhões de visualizações, a curitibana Karol Conka segue representando a mulherada no rap e na vida. Fiz essa ilustração em formato digital baseado em algumas fotos da artista. Abaixo vídeo dirigido pelo produtor Kondzilla:

https://youtu.be/LfL4H0e5-Js




quarta-feira, 3 de junho de 2015

Atrações Musicais no II Encontro de Culturas Urbanas


 O Encontro de Culturas Urbanas vem dar apoio as constantes discussões sobre arte e público levantadas por pessoas de todo mundo. Este tema nos estimulou a considerar que as manifestações culturais podem/devem ser realizadas em esferas públicas para permitir que a sociedade possa fruir dos trabalhos realizados sob influência do meio em que o artista está inserido.

Emily Rose

O som da Emily Rose é pesado, mas não só. Iniciada em 2011, a banda vem se apresentando em festas de repúblicas, festivais e bares de Maringá e região. Com Diego na bateria, Melina no baixo e Frank na guitarra e vocal, vem transformando sentimentos e experiências de vida em música, de forma espontânea e sincera.
Para quem quiser conhecer o som da Emily, o primeiro EP da banda, Embrião, possui quatro faixas (sendo uma faixa bônus) e está disponível para download gratuitamente neste endereço: http://emily-rose.bandcamp.com/

Manada Crew e Ivan Marinheiro

 Manada Crew tem o intuito de fazer musicas livres, produzir com sentimento tanto quanto nas composições, quantos nas batidas ou em qualquer projeto que estejam engajados, a Crew veio a se tornar uma realidade em meados de 2013 entre gravações no estúdio Elefante Records com os amigos, papos de esquinas pela madruga, e muito Freestyle, resumindo união de três malucos pra fazer um bom som... Em sua apresentação contará com a participação de Ivan Marinheiro, MC da Zona Norte de Maringá que lançou recentemente seu segundo disco solo batizado de Autópsia Na Verdade, com produções de DJ Samu, DJ Coala e o produtor do primeiro disco Fubá Beat's, gravado, mixado e masterizado no Studio Ichiban Records pelo DJ Samu. A parte visual do disco é assinada pela genuína artista visual Elisa Riemer, que transcreve os gritos da alma em sua arte e já expôs na primeira edição do Encontro de Culturas Urbanas.

União da Paz

Vindos da região oeste de Maringá, União da Paz é Jonas Sagaz, Drintafari, Julio Beck e Cabrobró. Inspirados pelo ritmo Jamaicano Reggae, e sua influente miscigenação com o genêro Rap, o grupo inicia suas apresentações buscando levar ideias que contribuam com o conhecimento critico cidadão humano e a libertação interior. Traz em suas canções mensagens sobre o dia a dia da periferia, luta pelos direitos populares e aspectos da filosofia Rasta.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Monstro do Ceará



Dando continuidade a série de homenagens à músicos, apresentamos Rapadura Xique Chico, este MC de RAPente que veste o Norte e Nordeste brasileiro. Já se apresentou duas vezes em Maringá e circular pelo país fazendo este som autêntico com muita poesia em seu canto. Assista abaixo o primeiro vídeo deste artista que lançou seu álbum Fita Embolada do Engenho em 2010.



sexta-feira, 10 de abril de 2015

De Malungo pra Malungo


Seguindo a série de homenagens à músicos, publicamos em nosso Instagram* esta ilustração em formato digital representando o malungo Chico Science. Tentamos evidenciar a inquietude do personagem e a policromia cultural de Pernambuco retratando o antenado mangueboy mandando brasa num movimento corporal em frente à uma textura semelhante às peles dos batuques do Manguebeat. Abaixo um vídeo do artista apresentando seu suingue ao lado da potente Nação Zumbi.



*Confira aqui: https://instagram.com/p/1Tz-WlFuVB/?taken-by=laudanoartes