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quinta-feira, 4 de março de 2021

O QUE É ARTE?

   


Nesta #Pincelada​ apresentamos conceitos básicos sobre arte, iniciando uma breve série de vídeos para apresentar este tão complexo tema de uma maneira simples e dinâmica.


quarta-feira, 3 de março de 2021

PETER BURKE: O HISTORIADOR CULTURAL

    


Neste vídeo demos uma #Pincelada​ sobre o livro “O que é história cultural?” do historiador britânico Peter Burke. Esta obra compila de maneira muito clara e acessível diversas obras que o autor teve acesso para nos presentear com esta indispensável síntese. Caso você já tenha lido ou até mesmo tenha alguma sugestão sobre este ou outros livros semelhantes, deixe aqui o seu comentário. 


domingo, 10 de maio de 2020

CONCEITOS DE CULTURA



Você tem cultura? Você é "culto" o suficiente para nos explicar o que quer dizer a palavra cultura? Neste vídeo, o prof. André D.X aborda alguns significados deste termo já bastante pesquisado pelo antropólogo Roque Laraia.


sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Pincelada: Guido Viaro

Autorretrato, 1954. Óleo s/ papelão, 48.5 x 65 cm.  Acervo da família.

Além de educador em Arte, o italiano Guido Viaro (1897–1971) é o responsável por introduzir a modernidade das artes plásticas no Paraná, onde viveu da década de 30 até seu falecimento. Suas características de incentivar a liberdade e valorizar a expressão individual são percebidas tanto em sua produção artística quanto em sua carreira docente, sendo ele um dos primeiros a lecionar na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, fundada em 1948.
Foi um pintor diplomado na Academia de Belas Artes de Veneza que dialogou com o expressionismo e as demais correntes modernistas do século vinte. No Brasil, ao se fixar em Curitiba, teve que conviver com a supremacia do pintor Alfredo Andersen o qual se relacionava com muito respeito apesar da forçada polarização entre estes dois artistas, acalorada por jornalistas da época. Entretanto, foi se opondo a tradição dos pintores anteriores que conquistou o reconhecimento como artista paranaense de estética moderna.


Referência:
Dulce Osinski. Guido Viaro: Modernidade na arte e na educação. (Tese).


sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Pincelada: Alfredo Andersen

Autorretrato, 1926. Óleo s/ tela, 35 x 27 cm. Museu Alfredo Andersen.

Considerado o mestre da pintura paranaense, Alfredo Andersen (1860–1935) foi um artista norueguês que se mudou para o Paraná no final do século dezenove vivendo, inicialmente, de retratos sob encomenda e decorações enquanto se adaptava à sociedade brasileira. No ano de 1902 fixou residência em Curitiba e começou a lecionar desenho na Escola Alemã, no Colégio Paranaense, na Escola de Belas Artes e Indústrias e também em seu ateliê onde realizava exposições e ensinava desenho e pintura.
Sua produção artística tem por características a constante imitação do natural na mistura entre os estilos romântico, realista e impressionista, e pode ser dividida nas fases norueguesa, litorânea e curitibana. Mesmo produzindo muitos retratos e paisagens, foi nas cenas de gênero que o pintor alcançou as criações mais espontâneas. Em sua última fase, Andersen experimentou pinceladas mais soltas e ousadas, mostrando maior interesse pela representação da luz do que do tema, revelando emoções puras peculiares de um artista escandinavo em terras brasileiras.


Referência:
Lilian Hollanda Gassen. Mudanças culturais no meio artístico de Curitiba entre as décadas de 1960 e 1990. (Dissertação).

Museu Casa Alfredo Andersen (Site).


sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Pincelada: Benedito Calixto

Autorretrato, 1923. Óleo s/ tela, 50 x 40 cm. Domínio Público.

Dos desenhos que encantavam os caiçaras enquanto era menino até seu último grande trabalho para a Matriz de São João da Bocaina, Benedito Calixto (1853-1927) construiu um importante legado que o coloca como um dos maiores personagens na vida histórica de Itanhaém. Por decreto publicado em 1981 pelo então governador de São Paulo, Paulo Maluf, na semana que incluir o dia 14 de outubro é celebrada homenagem ao pintor, nascido na Vila Conceição de Itanhaém, cuja atividade artística foi revelada em três fases: paisagens marinhas, temas históricos e assuntos religiosos.
Tendo a necessidade de trabalhar desde cedo para ajudar no sustento da família, se mudou para Brotas, depois Santos, e realizou sua primeira exposição na redação do Correio Paulistano, em 1881 na cidade de São Paulo. Já em 1883, a convite de Visconde de Vergueiro, vai trabalhar e estudar em Paris onde realizou cursos em desenho e pintura, ganhando assim, a simpatia do público europeu. De volta à pátria, em 1884, mesmo sofrendo de arteriosclerose trabalhou até idade avançada e faleceu em São Paulo, quando recebia a última prestação de suas pinturas para a Igreja Bocainense.


Referência:
Repórter do Litoral. O pintor que amava Itanhaém, 198x (Reportagem em acervo na Biblioteca Municipal Paulo Bomfim).


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Pincelada: Vânia Mignone

Foto: Thiago Ferri (SESC/SP)

O conceito de narrativas enviesadas se encaixa no trabalha de Vânia Mignone (1967-) na medida em que a artista cria suas narrativas de maneira não linear. Sua preocupação está em criar obras pessoais, que revelem sua origem e formação, porém sem ignorar a expansão gerada a partir da presença de quem as observa. Neste ponto, Mignone acredita que seu trabalho conversa bem com as pessoas, ainda que gerem incômodos e tensões.
Seus interesses em xilogravura, desenho, quadrinhos, artes gráficas, cartazes publicitários e poesia concreta se fazem reconhecíveis na sua obra, a qual se forma a partir da junção entre imagem, texto e cor. Para a artista, não há como realizar uma obra sabendo como vai começar e onde vai terminar. Suas pinturas não são totalmente pensadas, mas potencializadas no acaso, permitindo assim, que cada observador invente sua própria narrativa. 



Referência:
Katia Canton. Narrativas enviesadas. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009 (Livro).


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Por Que Escolhi Ser Professor?


Semana passada publicamos em nosso canal do YouTube um vídeo sobre Arte/Educação, onde o prof. André D.X conta um pouco sobre sua formação acadêmica em Artes Visuais e relata brevemente sobre sua experiência docente. A ideia surgiu após o mesmo ter sido recente questionado: POR QUE VOCÊ ESCOLHEU SER PROFESSOR??

▶ Facebook: https://www.facebook.com/LaudanoArtes
▶ Instagram: @laudanoartes 
▶ Site: http://laudano.art.br
▶ Email: promotor@laudano.art.br
▶ Telefone: +55 (13) 99694-4525



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Pincelada: Victor Brecheret

Foto: Arquivo Pessoal (El País)

O escultor paulistano Victor Brecheret (1894-1955) elaborou diversos monumentos que podem ser vistos em diversos lugares de sua cidade natal. A diversidade de temas e formas revelam a sua trajetória artística desde seu ingresso no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, passando pelos seus estudos em Paris, até alcançar sua fase marajoara-indígena. Embora o Monumento às Bandeiras seja sua obra-prima, sua primeira obra a ser adquirida pela Prefeitura Municipal de São Paulo foi Eva, no ano de 1921.
Outra figura feminina concebida pelo artista foi a escultura tumular encomendada para o túmulo da poeta parnasiana Francisca Júlia da Silva, trabalho que foi recompensado com uma bolsa de estudos em Paris. Após esta fase, onde foi influenciado por Bourdelle e Brancusi, suas obras passaram a ter volumes mais expressivos e superfícies uniformes. A figura feminina em sua obra perde a delicadeza tradicional francesa e assume características e traços rústicos que evidenciam uma forma de arte próxima ao povo brasileiro. Por seus feitos é considerado hoje o mais importante escultor nacional do século vinte.




Referência:
Sandra Brecheret Pellegrini. Em cada canto de São Paulo um encanto de Brecheret. São Paulo: Noovha América, 2004 (Livro).


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Pincelada: Di Cavalcanti

Auto-retrato, 1943. Óleo sobre tela, 33,5 x 26,0 cm. Coleção particular.

Di Cavalcanti
(1897-1976) foi um extraordinário artista pictórico e lírico, pois sentia todas as coisas através de instantes de poesia. Como caricaturista, ilustrou a política e a sociedade de sua época com um olhar crítico, o mesmo que enxergou a necessidade de uma semana voltada à arte moderna em 1922. Com isso, ele não desejou somente uma chacoalhada, mas, uma nova postura frente às mazelas sociais brasileiras. Frustrado por não atingir sua meta, mudou-se para Paris.

Em sua maturidade artística, o pintor das curvas sensuais, das cores calorosas e do amor de suas figuras alcançou uma orquestração viva e equilibrada destas qualidades, que outrora, já se apresentaram estáticas. Contudo, na percepção do crítico Mário Pedrosa, Di surgiu como um colorista pictórico inigualável no país e também por sua forte personalidade, sua natureza boêmia, seus motivos populares e sua técnica singular é que ele merece o título de mestre brasileiro.


Referência:
Denise Mattar e Elisabeth Di Cavalcanti. Di Cavalcanti: conquistador de lirismos. Rio de Janeiro: Capivara, 2016 (Livro).

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Pincelada: Beatriz Milhazes

Foto: Divulgação
A produção da artista brasileira Beatriz Milhazes a tornou um dos grandes destaques mundiais da arte contemporânea no início do século XXI. A partir de uma complexa trama entre formas, cores, texturas e materiais diversos, seu trabalho sugere investigações sobre a própria condição da pintura na contemporaneidade. Sua técnica pictórica foi elaborada desde meados de 1989, sem nunca mais tê-la abandonado, e revela sua perspicácia em colocar um toque de exotismo para além do antropofagismo e do tropicalismo.
Pertencente a geração de 1980, teve sua primeira exposição individual em 1985 em uma galeria do Rio de Janeiro. Porém, para a artista, foi nos anos de 2000 que ela atingiu a maturidade, alcançando uma diversificação em seu trabalho que, da pintura, se desdobrou para a colagem, passando pela serigrafia até se estender ao âmbito da arquitetura. Tendo reconhecimento internacional, expôs a mais abrangente mostra panorâmica de sua produção artística no Paço Imperial, em 2013.


Referência:
Frédéric Paul. Meu bem: Beatriz Milhazes. Rio de Janeiro: Paço Imperial, 2013 (Livro).


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Pincelada: Miguel Rio Branco

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

De origem espanhola, Miguel de Rio Branco (1946) foi um autodidata que começou a pintar na década de 60. Porém, na fotografia encontrou seu melhor ângulo artístico, desde meados de 1968, onde começou a atuar profissionalmente após participação no Instituto de Fotografia de Nova York. Assim, depois de matricular-se na Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro, no final desta década, trabalhou como fotógrafo em experimentações cinematográficas no início da década de 70, o que garantiu currículo para mostras individuais já em meados de 1972.
Conforme o curador Germano Celant, as fotografias do artista exibem os elementos da realidade e documentam a sua existência. Sua fotografia nos revela uma espessura física, livre de elementos filosóficos ou psicológicos e o magnetismo nervoso e factual de suas imagens comunica um mal estar que provoca a tensão no observador, muito provavelmente por conta daquele núcleo secreto de nossas vidas preservado em seu trabalho. 


Referência:
Germano Celant. Miguel Rio Branco / Tunga. Rio de Janeiro: Brasil Connects, 2001 (Livro).


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Pincelada: Tunga

Foto: Everton Ballardin/Bienal Curitiba
A carreira artística de Tunga, pseudônimo de Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão (1952 - 2016), iniciou-se em meados da década de 1970, onde expôs pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Desde esta época, seu trabalho circulou internacionalmente, evidenciando sua predisposição para mídias diversas, tais como escultura, instalações, performances, desenhos e produções audiovisuais.
O processo de criação deste artista é enigmático. Na busca pela dimensão gloriosa, seu processo esbarra-se na dissociação e fragmentação das coisas configuradas em uma operação regeneradora, segundo o curador Germano Celant. Assim, Tunga criou um espaço antagônico entre a descoberta das linguagens antigas e a emissão das forças instintivas, onde não há propensões narcisistas evidentes, mas sim sujeito e objeto isentos de oposição. Em outras palavras, vemos em sua arte o espírito se fazendo matéria e a matéria se fazendo espírito.


Referência:
Germano Celant. Miguel Rio Branco / Tunga. Rio de Janeiro: Brasil Connects, 2001 (Livro).


terça-feira, 30 de agosto de 2016

Pincelada: Lasar Segall

Autorretrato III, 1927. Óleo s/ tela, 50,5 x 39 cm. Museu Lagar Segall.
Podemos dizer que Lasar Segall (1891-1957) investiu em sua formação artística. Partiu de um bairro judaico da Lituânia em direção ao ensino acadêmico em Berlin e Dresden, na Alemanha e após uma breve temporada no Brasil, expondo obras em Campinas e São Paulo na década de 1910, o artista se deparou com a visibilidade das vanguardas expressionistas que mudaram o cenário artístico alemão.
Em seus primeiros trabalhos, Segall se encontrava distante da primeira geração expressionista pois na academia de Belas Artes adquiriu tendências realistas e impressionistas as quais prevaleceram nas pinturas vendidas em terras brasileiras. Inclusive, a imagem de exotismo do país na memória do artista pesou em sua decisão de se instalar definitivamente no Brasil na década de 1920, quando trouxe consigo sua esposa e sua experiência artística. Neste período, o pintor já investia na deformação cubo-expressionista devido ao impacto das estéticas vanguardistas, porém sem perder seu substrato naturalista.


Referência:
Fernando Antonio Pinheiro Filho. Lasar Segall: arte em sociedade. São Paulo: Cosac Naify e Museu Lasar Segall, 2008 (Livro).

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Pincelada: Rubens Gerchman

Foto:AE

Em 2011, a preservação do acervo do artista brasileiro Rubens Gerchman (1942-2008) foi garantida graças ao Edital Pro Artes Visuais da FUNARTE, garantindo a criação do Instituto Rubens Gerchman e o lançamento do livro que gerou esta publicação: "Rubens Gerchman, o rei mau gosto". Seu trabalho consiste em pinturas, esculturas, fotografias, assemblagens e mais uma porção de obras em técnicas mistas que ajudam a pincelar a figura deste importante personagem.
Quando Nara Leão descreveu a obra "Lindonéia, a Gioconda do subúrbio" para Caetano Veloso, este compôs uma música homônima sem ao menos tê-la visto, lançando-a em seguida no LP "Tropicália ou Panis et circensis", de 1968, na voz da cantora. Gerchman se responsabilizou pela autoria da capa deste disco e fora isso, colaborou nos parangolés do também artista Hélio Oiticica, aquele mesmo que expôs no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1967, a obra Tropicália que, posteriormente, daria o nome ao movimento cultural baiano.


Referência:
Clara Gerchman. Rubens Gerchman, o rei do mau gosto. São Paulo: J. J. Carol, 2013 (Livro).

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Pincelada: Flávio de Carvalho

Autorretrato, 1965. Óleo s/ tela, 90,5 x 66,8 cm. Coleção MAM-SP.
Muitas vezes sendo atribuído como o primeiro performancer brasileiro que se tem notícia, Flávio Rezende de Carvalho (1899-1973) foi um vanguardista que ajudou na propagação da estética modernista de nosso país. Filho de legítimos barões de café, ainda adolescente estudou na Europa e lá presenciou a ebulição das vanguardas artísticas do início do século vinte. O futurismo de Marinetti, por exemplo, é tido pelo crítico Paolo Maranca como a inspiração para o expressionismo da obra pictórica de Flávio.
Após expor no Salão Revolucionário em 1931, participou ainda de todos os Salões de Maio, idealizado por Quirino da Silva, e também expôs nas três primeiras edições da Bienal Internacional de São Paulo. Munido de uma visão provocativa, realizou sua polêmica performance, experiência nº 2, em plena procissão de Corpus Christi, no ano de 1931. Se não fosse sua retirada estratégica das ruas, provavelmente seria agredido pela população que marchava durante o evento religioso.


Referência:
Luzia Portinari Greggio. Flávio de Carvalho, a revolução Modernista no Brasil. Brasília: 2012 (Livro).

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Pincelada: Frans Krajcberg

Foto: Felipe Gesteira
De origem polonesa, Frans Krajcberg* chegou ao Brasil em 1948, aos 27 anos. Mesmo tendo estudado na Escola de Belas Artes de Stuttgart, Alemanha, teve que trabalhar como operário do Museu de Arte Moderna para manter-se em São Paulo. Em 1951, além de participar na I Bienal Internacional de São Paulo, também expôs no 1º Salão de Arte Moderna de São Paulo pinturas que havia desenvolvido paralelamente ao seus serviços no museu.
Depois de morar em diversas cidades brasileiras, desenvolveu sua pesquisa artística rumo à exploração das inúmeras possibilidades dos materiais naturais. Com trabalhos que reaproveitam madeiras de queimadas e pigmentos da natureza, Krajcberg denuncia os crimes ecológicos e transforma os restos da natureza em seu próprio discurso de defesa. Como se suas obras nos traduzisse o pedido acanhado da natureza: "Você que gosta tanto de mim, por que não me defende?"

*Pronuncia-se "frans crájiber"

Referência:
Renata Sant'Anna e Valquíria Prates. Frans Krajcberg: a obra que não queremos ver. Coleção arte à primeira vista. São Paulo: Paulinas, 2006 (Livro).