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quarta-feira, 28 de julho de 2021

LAO CONVIDA

De abril a junho deste ano continuamos nossa temporada de bate-papo com artistas pela página Láudano Artes no Facebook. Além dos primeiros convidados AQUI já divulgados, contamos com a participação do grafiteiro Face; a multiartista Rafaela Maya; o fotógrafo Marcos Rogério Meneghessi; e a arteterapeuta Madu Carrenho.

Clique nas imagens abaixo e acesse os links para as respectivas conversas, disponível somente para quem tem conta no Facebook.






sexta-feira, 7 de maio de 2021

PALAVRAS SOLTAS

   


Confira o videoclipe oficial da música Palavras Soltas que lançamos no sábado, Dia do Trabalhador.


quinta-feira, 4 de junho de 2020

ENGANOS RECORRENTES NO ENSINO DE ARTE


Aproveitamos este #DiárioDeClasse para abordarmos dois dos erros mais frequentes cometidos por arte/educadores dentro e fora da sala de aula. Você concorda? Discorda? Tem alguma contribuição sobre o assunto? Então assista e deixe o seu comentário.


quinta-feira, 28 de maio de 2020

AULAS VIRTUAIS NA REDE PÚBLICA


Enquanto estamos neste isolamento domiciliar, que tal aproveitarmos este #DiárioDeClasse para refletir sobre as mudanças que desejamos no sistema educacional quando voltarmos às aulas presenciais na escola? Acompanhe o resultado desta pesquisa e contribua com a discussão comentando suas opiniões, devaneios, aflições e ideias logo abaixo.


quarta-feira, 13 de maio de 2020

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA SEM INTERNET


Hoje, decidimos registrar neste #DiárioDeClasse as adversidades causadas pelas aulas não presenciais nas escolas brasileiras neste período de quarentena e isolamento social devido à pandemia de Covid-19. Acompanhe nossas considerações e contribua com a discussão comentando suas opiniões, devaneios, aflições e ideias logo abaixo.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

DIFICULDADES E PROBLEMAS NO ENSINO DE ARTE


Neste vídeo, D.X faz uma reflexão sobre a atividade docente, ao compartilhar os resultados de uma pesquisa sobre o ensino e aprendizagem de Arte a partir da coleta de informações com outros professores para identificar os problemas mais recorrentes nas aulas deste componente curricular.

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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Pincelada: Guido Viaro

Autorretrato, 1954. Óleo s/ papelão, 48.5 x 65 cm.  Acervo da família.

Além de educador em Arte, o italiano Guido Viaro (1897–1971) é o responsável por introduzir a modernidade das artes plásticas no Paraná, onde viveu da década de 30 até seu falecimento. Suas características de incentivar a liberdade e valorizar a expressão individual são percebidas tanto em sua produção artística quanto em sua carreira docente, sendo ele um dos primeiros a lecionar na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, fundada em 1948.
Foi um pintor diplomado na Academia de Belas Artes de Veneza que dialogou com o expressionismo e as demais correntes modernistas do século vinte. No Brasil, ao se fixar em Curitiba, teve que conviver com a supremacia do pintor Alfredo Andersen o qual se relacionava com muito respeito apesar da forçada polarização entre estes dois artistas, acalorada por jornalistas da época. Entretanto, foi se opondo a tradição dos pintores anteriores que conquistou o reconhecimento como artista paranaense de estética moderna.


Referência:
Dulce Osinski. Guido Viaro: Modernidade na arte e na educação. (Tese).


sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Pincelada: Alfredo Andersen

Autorretrato, 1926. Óleo s/ tela, 35 x 27 cm. Museu Alfredo Andersen.

Considerado o mestre da pintura paranaense, Alfredo Andersen (1860–1935) foi um artista norueguês que se mudou para o Paraná no final do século dezenove vivendo, inicialmente, de retratos sob encomenda e decorações enquanto se adaptava à sociedade brasileira. No ano de 1902 fixou residência em Curitiba e começou a lecionar desenho na Escola Alemã, no Colégio Paranaense, na Escola de Belas Artes e Indústrias e também em seu ateliê onde realizava exposições e ensinava desenho e pintura.
Sua produção artística tem por características a constante imitação do natural na mistura entre os estilos romântico, realista e impressionista, e pode ser dividida nas fases norueguesa, litorânea e curitibana. Mesmo produzindo muitos retratos e paisagens, foi nas cenas de gênero que o pintor alcançou as criações mais espontâneas. Em sua última fase, Andersen experimentou pinceladas mais soltas e ousadas, mostrando maior interesse pela representação da luz do que do tema, revelando emoções puras peculiares de um artista escandinavo em terras brasileiras.


Referência:
Lilian Hollanda Gassen. Mudanças culturais no meio artístico de Curitiba entre as décadas de 1960 e 1990. (Dissertação).

Museu Casa Alfredo Andersen (Site).


sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Pincelada: Benedito Calixto

Autorretrato, 1923. Óleo s/ tela, 50 x 40 cm. Domínio Público.

Dos desenhos que encantavam os caiçaras enquanto era menino até seu último grande trabalho para a Matriz de São João da Bocaina, Benedito Calixto (1853-1927) construiu um importante legado que o coloca como um dos maiores personagens na vida histórica de Itanhaém. Por decreto publicado em 1981 pelo então governador de São Paulo, Paulo Maluf, na semana que incluir o dia 14 de outubro é celebrada homenagem ao pintor, nascido na Vila Conceição de Itanhaém, cuja atividade artística foi revelada em três fases: paisagens marinhas, temas históricos e assuntos religiosos.
Tendo a necessidade de trabalhar desde cedo para ajudar no sustento da família, se mudou para Brotas, depois Santos, e realizou sua primeira exposição na redação do Correio Paulistano, em 1881 na cidade de São Paulo. Já em 1883, a convite de Visconde de Vergueiro, vai trabalhar e estudar em Paris onde realizou cursos em desenho e pintura, ganhando assim, a simpatia do público europeu. De volta à pátria, em 1884, mesmo sofrendo de arteriosclerose trabalhou até idade avançada e faleceu em São Paulo, quando recebia a última prestação de suas pinturas para a Igreja Bocainense.


Referência:
Repórter do Litoral. O pintor que amava Itanhaém, 198x (Reportagem em acervo na Biblioteca Municipal Paulo Bomfim).


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Pincelada: Vânia Mignone

Foto: Thiago Ferri (SESC/SP)

O conceito de narrativas enviesadas se encaixa no trabalha de Vânia Mignone (1967-) na medida em que a artista cria suas narrativas de maneira não linear. Sua preocupação está em criar obras pessoais, que revelem sua origem e formação, porém sem ignorar a expansão gerada a partir da presença de quem as observa. Neste ponto, Mignone acredita que seu trabalho conversa bem com as pessoas, ainda que gerem incômodos e tensões.
Seus interesses em xilogravura, desenho, quadrinhos, artes gráficas, cartazes publicitários e poesia concreta se fazem reconhecíveis na sua obra, a qual se forma a partir da junção entre imagem, texto e cor. Para a artista, não há como realizar uma obra sabendo como vai começar e onde vai terminar. Suas pinturas não são totalmente pensadas, mas potencializadas no acaso, permitindo assim, que cada observador invente sua própria narrativa. 



Referência:
Katia Canton. Narrativas enviesadas. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009 (Livro).


terça-feira, 19 de junho de 2018

Manifestações Artísticas Durante a Intervenção Militar



No dia 31 de março de 1964 um golpe militar com o apoio de grupos de extrema-direita derrubou João Goulart da presidência e deu início a ditadura das Forças Armadas Brasileiras. As raízes do golpe militar são anteriores a esta data e as cicatrizes e consequências dela muito posteriores. Naquela época, o Estado reprimia e censurava as manifestações artísticas, atingindo diretamente os artistas que incorporavam a crítica cultural e política nas suas experimentações e estagnando grande parte dos setores culturais. 

Leia o artigo completo em:
http://arteref.com/historia-1/manifestacoes-artisticas-durante-a-intervencao-militar-brasileira/


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Por Que Escolhi Ser Professor?


Semana passada publicamos em nosso canal do YouTube um vídeo sobre Arte/Educação, onde o prof. André D.X conta um pouco sobre sua formação acadêmica em Artes Visuais e relata brevemente sobre sua experiência docente. A ideia surgiu após o mesmo ter sido recente questionado: POR QUE VOCÊ ESCOLHEU SER PROFESSOR??

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Pincelada: Victor Brecheret

Foto: Arquivo Pessoal (El País)

O escultor paulistano Victor Brecheret (1894-1955) elaborou diversos monumentos que podem ser vistos em diversos lugares de sua cidade natal. A diversidade de temas e formas revelam a sua trajetória artística desde seu ingresso no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, passando pelos seus estudos em Paris, até alcançar sua fase marajoara-indígena. Embora o Monumento às Bandeiras seja sua obra-prima, sua primeira obra a ser adquirida pela Prefeitura Municipal de São Paulo foi Eva, no ano de 1921.
Outra figura feminina concebida pelo artista foi a escultura tumular encomendada para o túmulo da poeta parnasiana Francisca Júlia da Silva, trabalho que foi recompensado com uma bolsa de estudos em Paris. Após esta fase, onde foi influenciado por Bourdelle e Brancusi, suas obras passaram a ter volumes mais expressivos e superfícies uniformes. A figura feminina em sua obra perde a delicadeza tradicional francesa e assume características e traços rústicos que evidenciam uma forma de arte próxima ao povo brasileiro. Por seus feitos é considerado hoje o mais importante escultor nacional do século vinte.




Referência:
Sandra Brecheret Pellegrini. Em cada canto de São Paulo um encanto de Brecheret. São Paulo: Noovha América, 2004 (Livro).


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Pincelada: Di Cavalcanti

Auto-retrato, 1943. Óleo sobre tela, 33,5 x 26,0 cm. Coleção particular.

Di Cavalcanti
(1897-1976) foi um extraordinário artista pictórico e lírico, pois sentia todas as coisas através de instantes de poesia. Como caricaturista, ilustrou a política e a sociedade de sua época com um olhar crítico, o mesmo que enxergou a necessidade de uma semana voltada à arte moderna em 1922. Com isso, ele não desejou somente uma chacoalhada, mas, uma nova postura frente às mazelas sociais brasileiras. Frustrado por não atingir sua meta, mudou-se para Paris.

Em sua maturidade artística, o pintor das curvas sensuais, das cores calorosas e do amor de suas figuras alcançou uma orquestração viva e equilibrada destas qualidades, que outrora, já se apresentaram estáticas. Contudo, na percepção do crítico Mário Pedrosa, Di surgiu como um colorista pictórico inigualável no país e também por sua forte personalidade, sua natureza boêmia, seus motivos populares e sua técnica singular é que ele merece o título de mestre brasileiro.


Referência:
Denise Mattar e Elisabeth Di Cavalcanti. Di Cavalcanti: conquistador de lirismos. Rio de Janeiro: Capivara, 2016 (Livro).

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Exposição: Criaturas Divergentes


André Onishi, além de artista visual atua como professor de Arte da Rede Municipal de Ensino. Entre os dias 8 à 27 de agosto, o professor-artista ocupará a Pinacoteca Municipal (Praça Carlos Botelho, 14, no Centro Histórico), de terça a sexta, das 9 às 17 horas, e aos sábados e domingos, das 11 às 17 horas com a exposição “Criaturas Divergentes”.

Serão expostas figuras estilizadas, em cores irreais, isentas de perspectiva científica e aparência acadêmica. Fruto do que o artista identifica por "poética da divergência", este trabalho busca divergir da precisão hiper-realista, tendência contemporânea que almeja atingir a imagem em sua clareza objetiva e fotográfica.

Assim, D.X (pseudônimo de André Onishi), dialoga com o naïf na medida em que seu modo expressivo autêntico e intuitivo, originado da subjetividade e da imaginação criadora, se distancia da tradição e do sistema artístico erudito.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Ivan Marinheiro & D.X - Do Alicerce Ao Teto


Ivan Marinheiro & DX já tem seu legado no cenário musical autoral de Maringá. DX com sua enérgica e performática dinâmica astral integrou magistralmente a banda mais esquisita da cidade, Anônimos Aduzidos, que fizeram muito barulho sonoro altamente qualitativo!
Ivan Marinheiro, que integra o coletivo de MC's Banca da Vila, faz parte do grupo Inteligência Verbal e tem seu trabalho solo já consolidado, caminhando para o terceiro disco.
Em suas parcerias musicais, inúmeras vezes executaram o cerimonial em cima dos grooves psicodélicos da Anônimos Aduzidos. Em estúdio já firmaram a parceria lançando em 2014 a música "Sem Subtração", gravada no Estúdio Vox, com arranjo da bateria e escaleta feitas pelo próprio DX e bass pelo Murilo.
Agora, em parceria com o Lado Sujo da Frequência, está lançado o clipe da música "Do Alicerce ao Teto", que vem com produção do Nino Loko; e scratchers, colagens, mixagem e masterização pelo Maestro do Hip Hop, Dj Samu Scratch ( Studio Ichiban Records ).

Lado Sujo da Frequência
Video Feito por: Zinho
Luz e assistência: Alex Souza

Música: Do Alicerce Ao Teto
Grupo: Ivan Marinheiro & DX
Produção Beat: Nino Loko
Studio Ichiban Records
Album: Single

Ivan Marinheiro
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Láudano Artes
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LETRA:

Do ventre chão da terra roxa
feito assim meio nas coxa
em plena chuva engana trouxa
que ensopa os corda frouxa
vai brotar um anti-heroi improvisado
já nascido odiado
cidadão miscigenado

Eu me inicio e acabo, eu me ergo e desabo
Não puxo gato pelo rabo , quem baba ovo é quiabo
Inicio , meio e fim , corpo , alma carpe diem
Astuto aprendiz que foi criado assim
Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza
Liberdade é vivência a cada esquina uma incerteza
Compadece compaixão, procede na missão
Coragem pra seguir em busca de uma solução

Seguimos sem explicação
no pulmão já deu edema
de inalar a poluição
entorno deste sistema
contaminado, esquema desmascarado
problema evidenciado
e o povo olhou pro outro lado

A força não é física, a força é de vontade
Malandragem cria espaço sem esperar oportunidade
Inspirando desejos e assoprando verdades
Em terra de sertanejos compomos contrariedades
Estereotipado,ungido e batizado
Onde os trajes mais formais são confortáveis e largados
Obtendo resultados,calculando trajetos
Peneirando aliados e descartando dejetos
Desacertos ,desafetos,vazios e repletos
Os viveres em meio a música são os meus prediletos

A gente nasce e cresce
a educação nos fortalece
mas a elite só fornece
o famoso "dá ou desce"
Que nos retrocede
para um estagio ultrapassado
nem mesmo na pré-história
fomos tão acomodados
Quando tínhamos fome
virávamos lobisomem
ou comemos nossas caças
ou são elas quem nos comem
hoje tudo tá mais fácil
ascendimento é automático
Até pra levantar uma casa
o fundamento tá tão prático

Vou do alicerce ao teto, me inspiro, me completo
Conheci muito vida torta que o Rap deixou reto
Coração duro de concreto,amolece entra afeto
A música amansa as feras e se torna um dialeto
É o Rap eu sei, oh Happy Day
Os dias foram mais felizes desde que eu comecei
De um bom ouvinte a um humilde praticante
Energizando a vida intensamente a cada instante.


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Origens E Símbolos da Páscoa


Assista uma breve pincelada sobre conteúdos culturais e artísticos relacionados às origens e símbolos da páscoa, com o prof. André D.X.

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Imagens de Deus e do Natal


Assista uma breve pincelada sobre conteúdos culturais e artísticos relacionados às imagens de Deus e do Natal, com o prof. André D.X.

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domingo, 9 de outubro de 2016

Entrevista: Marcello Gugu - "AULA SOBRE O HIP-HOP"

Com a palavra, D.X:
No dia vinte e quatro do mês de setembro tive a satisfação de trocar uma ideia firmeza com o artista Marcello Gugu, que participou de uma edição especial da Batalha do Secreto, aqui em Itanhaém. Conversamos sobre sua participação na cultura Hip-Hop, seus trabalhos, seus projetos, etc. Revelou ainda que o Gugu de seu apelido não vem de seu nome, mas sim de sua vivência na Vila Gumercindo, distrito de Ipiranga, São Paulo.
 
Marcello contou que seu primeiro contato com o Rap, foi por volta dos onze anos ouvindo "Mano Na Porta do Bar", do Racionais MC's, no rádio do carro de seu pai. Esta foi a primeira vez que escutou uma música cantar a realidade próxima daquela que ele via e vivia no Ipiranga. Lembra, inclusive, que logo assimilou a música ao seu finado tio, um exímio botequeiro. Mas na época, o pai mudou de estação e ficou por isso mesmo.
Um pouco mais velho, trocando fitas K7 com uma galera, conheceu Planet Hemp, Gabriel o pensador e outros artistas que soavam como o que havia escutado no carro de seu pai. Também graças à internet, acessada do SESC Ipiranga, descobriu o Bocada Forte e os encontros na Galeria do Rock onde conheceu uma galera que colaborou na criação do Afrika Kidz e da Batalha do Santa Cruz.
Inspirada na Batalha do Real, no Rio de Janeiro, a batalha do Santa Cruz surgiu no dia 18 de fevereiro de 2006 e virou referência. A única que manteve a periodicidade de todo o sábado oferecer a oportunidade para que a molecada se iniciasse na cultura Hip-Hop, revelando nomes como Emicida e Rashid, por exemplo. A visibilidade que conquistaram resultou no destaque para o universo do freestyle, de maneira independente e sem dinheiro. Mesmo assim, registra em sua memória este evento como uma grande escola pra ele, tanto em nível artístico como pessoal.
Levando adiante esta ideia, surgiu o projeto denominado Infinity Class, uma maneira de mediar o conhecimento histórico a partir da ótica do Hip-Hop. Esta foi a maneira que Gugu encontrou de contar a origem desta cultura onde desde a época do descobrimento da América, até sua eclosão como forma artística na década de 1970, revela uma enorme trajetória de luta e resistência da comunidade negra norte-americana. Desta forma, suas palestras, ou aulas, apresentam um rico conteúdo que não pode passar batido, servindo de ensino e aprendizagem, para que a molecada nova entenda que isso não surgiu do nada, que tem história e que se não ficar registrada, o tempo engole. Assim, o projeto funciona melhor ainda quando se pretende quebrar o preconceito contra o Hip-Hop, levando professores, vereadores e policiais ao conhecimento de que esta cultura não é uma baboseira como muitos pensam, mas que possui um sentido e a capacidade de transformar a vida das pessoas.


Embora o Infinity Class tenha se iniciado dentro dos muros de uma escola privada, é dentro da Fundação CASA que as lembranças de Marcello Gugu revelam vivências mais marcantes. Já atuou voluntariamente nas CASA Topázio, Itaparica, Juquiá, Tocantins e inclusive Chiquinha Gonzaga, para as meninas. Lá conta que arrancou lágrimas e também ajudou as adolescentes na valorização de sua auto-estima e no reconhecimento de sua beleza independente dos padrões estéticos que a mídia e a sociedade nos impõe.
Fora isso, nosso entrevistado apontou o que ele considera necessário para o fortalecimento do Hip-Hop nacional, ou seja, a profissionalização dentro da cultura. E também por mais piegas que possa parecer, a questão da organização que ainda é outra lacuna a ser superada. Daí, poderemos autonomamente gerar renda, empregos e mostrar pra periferia que não é somente o tráfico de drogas a única opção rentável pra ela, mas que a parte artística e também as demais áreas entorno desta possuem um grande nicho econômico a ser explorado em terras brasileiras, tal como vemos na pátria que pariu o Hip-Hop, conforme a aula de Marcello Gugu.
Até a próxima...

Fotos por D.X, veja mais clicando aqui.

Ouça o álbum "Até que enfim Gugu! (2013)" do artista Marcello Gugu:


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Pincelada: Beatriz Milhazes

Foto: Divulgação
A produção da artista brasileira Beatriz Milhazes a tornou um dos grandes destaques mundiais da arte contemporânea no início do século XXI. A partir de uma complexa trama entre formas, cores, texturas e materiais diversos, seu trabalho sugere investigações sobre a própria condição da pintura na contemporaneidade. Sua técnica pictórica foi elaborada desde meados de 1989, sem nunca mais tê-la abandonado, e revela sua perspicácia em colocar um toque de exotismo para além do antropofagismo e do tropicalismo.
Pertencente a geração de 1980, teve sua primeira exposição individual em 1985 em uma galeria do Rio de Janeiro. Porém, para a artista, foi nos anos de 2000 que ela atingiu a maturidade, alcançando uma diversificação em seu trabalho que, da pintura, se desdobrou para a colagem, passando pela serigrafia até se estender ao âmbito da arquitetura. Tendo reconhecimento internacional, expôs a mais abrangente mostra panorâmica de sua produção artística no Paço Imperial, em 2013.


Referência:
Frédéric Paul. Meu bem: Beatriz Milhazes. Rio de Janeiro: Paço Imperial, 2013 (Livro).