quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Esqueitistas e Vivaitanhaem.com

Nestes últimos dias estivemos direcionados em dois projetos, o site Vivaitanhaem.com e a série de ilustrações denominada Esqueitistas.
No primeiro decidimos criar um guia virtual de Itanhaém, adicionando informações pertinentes e aumentando a informatização cultural desta cidade a qual estamos morando e vivenciando desde fevereiro deste ano. Você pode visitá-lo clicando no link abaixo:

Vivaitanhaem.com

Já o projeto Esqueitistas, também no ar, consiste em uma série de ilustrações que estão sendo publicadas em nosso Instagram. Abaixo segue as três primeiras publicações inspiradas em personagens inesquecíveis da televisão.

 


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Guia do Cirurgião Amador #1



Dois cirurgiões de credibilidade duvidosa apresentam, neste primeiro programa, uma breve capacitação para os espectadores que desejam aprender como realizar o transplante de cérebros.
Assista à esta produção da Láudano Artes, com atuação de André D.X e Flávio Cardoso e texto de Victor Santanna, que teve sua estréia durante o 3º Encontro de Culturas Urbanas, em Maringá-PR e foi filmada na Oficina de Teatro da Universidade Estadual de Maringá.




domingo, 9 de outubro de 2016

Entrevista: Marcello Gugu - "AULA SOBRE O HIP-HOP"

Com a palavra, D.X:
No dia vinte e quatro do mês de setembro tive a satisfação de trocar uma ideia firmeza com o artista Marcello Gugu, que participou de uma edição especial da Batalha do Secreto, aqui em Itanhaém. Conversamos sobre sua participação na cultura Hip-Hop, seus trabalhos, seus projetos, etc. Revelou ainda que o Gugu de seu apelido não vem de seu nome, mas sim de sua vivência na Vila Gumercindo, distrito de Ipiranga, São Paulo.
 
Marcello contou que seu primeiro contato com o Rap, foi por volta dos onze anos ouvindo "Mano Na Porta do Bar", do Racionais MC's, no rádio do carro de seu pai. Esta foi a primeira vez que escutou uma música cantar a realidade próxima daquela que ele via e vivia no Ipiranga. Lembra, inclusive, que logo assimilou a música ao seu finado tio, um exímio botequeiro. Mas na época, o pai mudou de estação e ficou por isso mesmo.
Um pouco mais velho, trocando fitas K7 com uma galera, conheceu Planet Hemp, Gabriel o pensador e outros artistas que soavam como o que havia escutado no carro de seu pai. Também graças à internet, acessada do SESC Ipiranga, descobriu o Bocada Forte e os encontros na Galeria do Rock onde conheceu uma galera que colaborou na criação do Afrika Kidz e da Batalha do Santa Cruz.
Inspirada na Batalha do Real, no Rio de Janeiro, a batalha do Santa Cruz surgiu no dia 18 de fevereiro de 2006 e virou referência. A única que manteve a periodicidade de todo o sábado oferecer a oportunidade para que a molecada se iniciasse na cultura Hip-Hop, revelando nomes como Emicida e Rashid, por exemplo. A visibilidade que conquistaram resultou no destaque para o universo do freestyle, de maneira independente e sem dinheiro. Mesmo assim, registra em sua memória este evento como uma grande escola pra ele, tanto em nível artístico como pessoal.
Levando adiante esta ideia, surgiu o projeto denominado Infinity Class, uma maneira de mediar o conhecimento histórico a partir da ótica do Hip-Hop. Esta foi a maneira que Gugu encontrou de contar a origem desta cultura onde desde a época do descobrimento da América, até sua eclosão como forma artística na década de 1970, revela uma enorme trajetória de luta e resistência da comunidade negra norte-americana. Desta forma, suas palestras, ou aulas, apresentam um rico conteúdo que não pode passar batido, servindo de ensino e aprendizagem, para que a molecada nova entenda que isso não surgiu do nada, que tem história e que se não ficar registrada, o tempo engole. Assim, o projeto funciona melhor ainda quando se pretende quebrar o preconceito contra o Hip-Hop, levando professores, vereadores e policiais ao conhecimento de que esta cultura não é uma baboseira como muitos pensam, mas que possui um sentido e a capacidade de transformar a vida das pessoas.


Embora o Infinity Class tenha se iniciado dentro dos muros de uma escola privada, é dentro da Fundação CASA que as lembranças de Marcello Gugu revelam vivências mais marcantes. Já atuou voluntariamente nas CASA Topázio, Itaparica, Juquiá, Tocantins e inclusive Chiquinha Gonzaga, para as meninas. Lá conta que arrancou lágrimas e também ajudou as adolescentes na valorização de sua auto-estima e no reconhecimento de sua beleza independente dos padrões estéticos que a mídia e a sociedade nos impõe.
Fora isso, nosso entrevistado apontou o que ele considera necessário para o fortalecimento do Hip-Hop nacional, ou seja, a profissionalização dentro da cultura. E também por mais piegas que possa parecer, a questão da organização que ainda é outra lacuna a ser superada. Daí, poderemos autonomamente gerar renda, empregos e mostrar pra periferia que não é somente o tráfico de drogas a única opção rentável pra ela, mas que a parte artística e também as demais áreas entorno desta possuem um grande nicho econômico a ser explorado em terras brasileiras, tal como vemos na pátria que pariu o Hip-Hop, conforme a aula de Marcello Gugu.
Até a próxima...

Fotos por D.X, veja mais clicando aqui.

Ouça o álbum "Até que enfim Gugu! (2013)" do artista Marcello Gugu:


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Pincelada: Beatriz Milhazes

Foto: Divulgação
A produção da artista brasileira Beatriz Milhazes a tornou um dos grandes destaques mundiais da arte contemporânea no início do século XXI. A partir de uma complexa trama entre formas, cores, texturas e materiais diversos, seu trabalho sugere investigações sobre a própria condição da pintura na contemporaneidade. Sua técnica pictórica foi elaborada desde meados de 1989, sem nunca mais tê-la abandonado, e revela sua perspicácia em colocar um toque de exotismo para além do antropofagismo e do tropicalismo.
Pertencente a geração de 1980, teve sua primeira exposição individual em 1985 em uma galeria do Rio de Janeiro. Porém, para a artista, foi nos anos de 2000 que ela atingiu a maturidade, alcançando uma diversificação em seu trabalho que, da pintura, se desdobrou para a colagem, passando pela serigrafia até se estender ao âmbito da arquitetura. Tendo reconhecimento internacional, expôs a mais abrangente mostra panorâmica de sua produção artística no Paço Imperial, em 2013.


Referência:
Frédéric Paul. Meu bem: Beatriz Milhazes. Rio de Janeiro: Paço Imperial, 2013 (Livro).


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Erros no BLOG

Peço desculpas para você que está visitando o nosso blog no dia de hoje, pois houve uma alteração no sistema e o Google realocou as imagens aqui publicadas.
Aos poucos as publicações voltarão e provavelmente amanhã já estará tudo normalizado.



Enquanto isso indico que visite nosso site oficial:


ou nosso canal no youtube:

Até!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Pincelada: Miguel Rio Branco

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

De origem espanhola, Miguel de Rio Branco (1946) foi um autodidata que começou a pintar na década de 60. Porém, na fotografia encontrou seu melhor ângulo artístico, desde meados de 1968, onde começou a atuar profissionalmente após participação no Instituto de Fotografia de Nova York. Assim, depois de matricular-se na Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro, no final desta década, trabalhou como fotógrafo em experimentações cinematográficas no início da década de 70, o que garantiu currículo para mostras individuais já em meados de 1972.
Conforme o curador Germano Celant, as fotografias do artista exibem os elementos da realidade e documentam a sua existência. Sua fotografia nos revela uma espessura física, livre de elementos filosóficos ou psicológicos e o magnetismo nervoso e factual de suas imagens comunica um mal estar que provoca a tensão no observador, muito provavelmente por conta daquele núcleo secreto de nossas vidas preservado em seu trabalho. 


Referência:
Germano Celant. Miguel Rio Branco / Tunga. Rio de Janeiro: Brasil Connects, 2001 (Livro).


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Pincelada: Tunga

Foto: Everton Ballardin/Bienal Curitiba
A carreira artística de Tunga, pseudônimo de Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão (1952 - 2016), iniciou-se em meados da década de 1970, onde expôs pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Desde esta época, seu trabalho circulou internacionalmente, evidenciando sua predisposição para mídias diversas, tais como escultura, instalações, performances, desenhos e produções audiovisuais.
O processo de criação deste artista é enigmático. Na busca pela dimensão gloriosa, seu processo esbarra-se na dissociação e fragmentação das coisas configuradas em uma operação regeneradora, segundo o curador Germano Celant. Assim, Tunga criou um espaço antagônico entre a descoberta das linguagens antigas e a emissão das forças instintivas, onde não há propensões narcisistas evidentes, mas sim sujeito e objeto isentos de oposição. Em outras palavras, vemos em sua arte o espírito se fazendo matéria e a matéria se fazendo espírito.


Referência:
Germano Celant. Miguel Rio Branco / Tunga. Rio de Janeiro: Brasil Connects, 2001 (Livro).