quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Releitura #01 - Capitão Presença


Capitão Presença é uma personagem que parodia os super-heróis das histórias em quadrinhos. Baseado no jornalista Matias Maxx (Tarja Preta) e bolado pelo quadrinista Arnaldo Branco, o herói pode ser encontrado no livro "As Aventuras do Capitão Presença" lançado pela Conrad em 2006.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Citação Direta #01

"Uma obra de arte não é só imanência [...] ela remete a estruturas muitas vezes submersas para o observador desavisado, posto que estão fundeadas na cultura à qual o artista pertence e que possui, ela mesma, determinados 'valores simbólicos'".
-Carla Mary S. Oliveira

Desejamos à todos os visitante, um próspero ano de 2016!!!


Referência:
OLIVEIRA, CMS. O cotidiano oitocentista pelos olhos de Debret, 2008 (Artigo).

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Ensaios Gráficos

Com a palavra, D.X:
Neste ano, em meio a tantas correrias loucas, me surpreendi com o foco que consegui direcionar para o meu desenvolvimento enquanto ilustrador e artista visual. Por mais que isto tenha implicado no meu afastamento dos palcos, a empreitada foi valiosa. Desde o início do ano estive me dedicando para completar uma série de trabalhos que chamei de Ensaios Gráficos. Na definição original:

Isso que denominamos Ensaios Gráficos é uma série de estudos visuais realizada pela Láudano Artes na qual envolve uma pesquisa parcialmente fundamentada na abordagem triangular proposta por Ana Mae Barbosa. O objetivo é produzir conteúdos imagético e textual baseados nas produções culturais da humanidade e divulgá-los livremente para contribuir com o desenvolvimento de olhares críticos sobre arte e culturas visuais. 



Assim, desenvolvi quatorze ilustrações baseadas em pesquisas que me submeti para me aprofundar em alguns conhecimentos ligados à história da arte. Todas elas podem ser lidas aqui. Após a finalização da série, consegui ainda expor o resultado desta investigação na Biblioteca central da cidade, à convite da Secretaria de Cultura, na exposição que foi intitulada como Cartum, Cartoon, Cartone. Felizmente, um canal de televisão local fez a boa ação de registrá-la divulgando também as oficinas de cartum que integravam a proposta da exposição. Veja aqui:

Depois disso, imaginei que em cima das ilustrações originais eu poderia redesenhar estes trabalhos em formato digital nos softwares que utilizo em minha profissão fora da Láudano Artes. Resolvi tentar e o que vingou foi uma nova criação, ao meu ver. Por isso, aos poucos, estou substituindo as ilustrações originais aqui no blog pelas novas versões digitais, as quais tive um cuidado maior na composição. Fique à vontade para acessar os conteúdos! 
Voltamos com novidades em 2016! 
Boas festas...

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Entrevista: DJ Nuts - "SALVA ESSA PORRA!"

Com a palavra, D.X:
No quarto dia deste mês de dezembro tive a honra de trocar uma ideia com o prestigiado DJ Nuts, que veio até Maringá pra tocar no já consagrado baile 16 Toneladas. Trocamos uma ideia sobre discotecagem, a dupla Nitro e tambem sobre música brasileira. Uma das primeiras vezes que ouvi falar do cara foi no blog do Paulo Napoli há uns dez anos atrás quando ele lançava o disco Vida X Game, com beats produzidos a partir de samples de videogames antigos.
DJ Nuts - pseudônimo de Rodrigo Velloso Teixeira - começou a discotecar no ano de 1989, em ambientes improvisados e festinhas de amigos, vigiado pelos garotos mais velhos, não tão amistosos, que estavam lá solicitos para caçoar do DJ iniciante. Outro frio na barriga se deu em 1993, já tocando em clube, no Sound Factory, Nuts entrou pra discotecar morrendo de medo pois o DJ que tocou anteriormente já tinha discotecado praticamente tudo o que estava no case do jovem Rorigo. Mas isso não foi o suficiente para desmotivá-lo.
Ainda na década de 90 teve início a Nitro formada por Nuts em parceria com o rapper Napoli. No youtube consegue-se ouvir quatro faixas de um EP da dupla lançada em 1998 no formato K7. Para o DJ, a principal conquista do grupo foram os fãs de verdade: -Eu prefiro ter o respeito de certas pessoas do que o respeito maior que se entende que é a fama! Foi o que ele me disse, antes de evidenciar a vontade de continuar o projeto. A dupla continua bons amigos, porém a parceria no som deverá ser aguardada por mais um tempo.
Em relação a discotecagem, Rodrigo Nuts foi pontual: -Eu diria que essa parada interessante que é o resultado da mistura de duas coisas é o mínimo da obrigação que um DJ deveria fazer. É isso mesmo! Em tempos de DJs de USB, alguns não fazem nem mesmo o mínimo considerado pelo entrevistado. Todavia, algumas das misturas - mix ou mashup - feitos por ele, são derivados de acapellas gravadas com o próprio celular, como foi o caso de Mantenha o Respeito de Marcelo D2 e outro caso especial, em que o DJ captou alguns vocais do prestigiado cantor de reggae, Pato Banton, durante uma breve estadia na Califórnia.
A preferência de Nuts tem sido por discotecar música brasileira ao invés da música rap, ainda que ele tenha revelado já ter feito festa de música nacional em São Paulo onde não foi "ninguém". Antigamente ele só tocava nossa música na gringa, pois pra ele, a molecada daqui queria só ouvir música norte-americana. Originais do Samba, Jorge Ben e Marku Ribas eles não queriam ouvir. Ainda segundo o DJ, "hoje em dia tá na moda ser brasileiro de novo".

Por fim, também questionei sobre projetos futuros e por enquanto, o foco de Nuts é o lançamento do disco em parceiria com Hélcio Milito, falecido irmão do também músico Osmar Milito. O projeto será primeiramente lançado em vinil, numa tiragem "covardemente limitada" de algumas dezenas de cópias: Pra fazer uma parada especial! É claro que, o mundo virtual terá o gostinho de hospedar a pedrada também. O projeto será lançado em outros formatos, menos em CD. -Nada mais em CD! Arrematou na mesma onda em que garantiu voltar a publicar novos materiais de seu garimpo pela música brasileira...
É claro que de toda nossa conversa gravada, muitas coisas ficaram de fora desta síntese acima. Porém, dependendo da resposta que tiver, posso voltar para publicar o áudio da entrevista na íntegra ou algum recorte dela futuramente. Agradeço imensamente a Bel Cardoso e a Lu Trabuca que cederam seus dispositivos móveis para realizar o registro. Ah! E o título que dei para esta publicação foi a última coisa falada por Rodrigo Nuts na entrevista: -SALVA ESSA PORRA!!
Até a próxima...

Fotos por Bruno Donato


Ouça o EP da Nitro:


Desenho


https://www.instagram.com/laudanoartes/

O desenho, sendo uma forma de linguagem, frequentemente é utilizado na comunicação. Entendeu ou quer que eu desenhe? Quantas vezes utilizamos este questionamento já dando razão, ainda que sem querer, para aquela outra ideia que temos, onde "uma imagem vale mais do que mil palavras", não é mesmo?
Conforme Souza e Parpinelli (2014, p. 41), o desenho "envolve operações mentais como representar, relacionar, escolher, simbolizar, significar, entre outros, interferindo de forma direta na formação de conceitos". Quando desenhamos, mesmo sem dominar a técnica, estamos desenvolvendo a concentração, a atenção e a coordenação motora, além de trabalharmos a intuição e a sensibilidade.
Podemos defini-lo ainda nas modalidades livre, cópia e dirigido. Respectivamente quando o processo é guiado pelo indivíduo, de maneira leviana, quando o foco é na reprodução e representação fiel, e quando o tema é determinado e frequentemente desperta emoções no espectador.
Além do propósito de comunicação, ainda podemos usar esta técnica artística para nos expressarmos, seja desenhando por hobby ou por profissão. Inclusive a profissão de design tem sua origem no desenho e muitos dos objetos de design que estão à nossa volta, como automóveis, mobiliários, ferramentas, etc, tiveram seu projeto concebido por meio do desenho.


Referências:

Joana José Hina Machado de Souza, Roberta Stubs Parpinelli. PESQUISAS DE MATERIAIS EXPRESSIVOS. Unicesumar, Maringá, 2014 (Livro).

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A sexualidade na obra de Egon Schiele

28/Dez/2012 por D.X**

Se observarmos o trabalho do pintor austríaco Egon Schiele (1890-1918) há uma poética de sexualidade e morbidez. Ele morreu precocemente, mas teve reconhecimento artístico ainda em vida na cidade de Viena sob apoio do artista Gustav Klimt.
Em sua obra vemos um alto teor de erotização em telas pintadas como um esboço – como se sua obra fosse um produto inacabado.

Egon Schiele, Desenhando um Modelo Nu em Frente a um Espelho, 1910 (plumbagina 55,2 x 35,3 cm)

Podemos tentar compreender estas características na obra de Schiele, revirando algumas breves ideias do também austríaco Sigmund Freud, que já divulgava sua psicanalise mundo a fora na época em que o pintor desenvolvia sua poética.
Schiele conheceu Viena em 1906 quando aprovado na Academia de Belas Artes. Antes disso, era só um garoto que se refugiava em seus desenhos, quando frequentava a escola secundária em Krems, também na Áustria. Todavia foi no final do século 19 que o ambiente artístico da capital da monarquia do Danúbio evidenciou-se graças ao quadro Jovem Rapariga sob uma Cerejeira de um artista chamado Engelhard, que provocou escândalo por ser uma representação de nu posto diante da pudica audiência feminina.
Quatro anos após o escândalo, em 1897, Gustav Klimt e outros artistas vienenses fundaram a Secessão de Viena exigindo a “abolição da distinção entre arte mais elevada e arte menor, arte para ricos e arte para pobres”, declarando a arte como propriedade comum. Este grupo além de trazer exposições de pintores impressionistas, englobou todas as áreas artísticas, trabalhando com escritores e músicos austríacos de renome.
Klimt ao conhecer o jovem Schiele de dezessete anos, ofereceu-lhe todo seu apoio até o fim de sua vida, influência notada nos óleos sobre tela do então rapaz. Outro detalhe interessante é que a maioria dos desenhos do jovem pintor, caracterizados como estudos sobre o corpo humano, eram assinados como obras de arte terminadas, enquanto para Klimt estes estudos preliminares serviam apenas de base para as pinturas a serem concebidas. Aos dezenove anos, Schiele abandonou a academia e criou o Grupo de Arte Nova se opondo ao academicismo e dando início a um novo período em seu trabalho.


Egon Schiele, A Maliciosa (Gertrude Schiele), 1910 (guache, aquarela e carvão com realce em branco 45 x 31,4 cm)

Neste novo período Schiele inicia os estudos de nu, tendo como primeira modelo sua irmã Gertrude, quatro anos mais nova que ele. Mais tarde todas as mulheres e modelos que passaram pela vida de Schiele se assemelhavam a sua irmã. Essa confrontação que começa com Gertrude procede com as jovens proletárias e prostitutas. Nos desenhos, Schiele cuidava para que suas representações batessem de frente com os tabus da época. Deste modo, o público vienense que presencia suas pinturas, designa-as como pornográficas e depravadas.
Schiele retratava suas modelos tão negligentemente que é de surpreender o impacto que as pinturas causavam. Entretanto é evidente que as poucas linhas que dão a noção do corpo representado são realçadas por cores vivas, exatamente em áreas erógenas convidando o espectador às partes mais íntimas e proibidas das figuras. A sexualidade na obra de Schiele não aparece somente na condição de voyeur, o artista que criou cerca de cem autorretratos também se põe na função de exibicionista, fascinado com sua própria sexualidade, representando-se nu, masturbando-se como se assinasse o atestado de superação da fase fálica descrita por Freud.
Tanto nos autorretratos quanto nas representações de suas modelos, os traços dinâmicos revelam seu encanto pela estrutura óssea, que articulam a expressão do corpo retratado com linhas firmes. Em contraste, os peitos, vulva e pênis parecem emergir carnudos com sua cor de ferida aberta. Nota-se também o tipo de estrutura física, estilizado -magro e esguio – opondo-se ao ideal burguês de beleza vigente na época, de mulheres bem nutridas e seios fartos.
A arte é reveladora dos desejos e da cultura dos povos desde os tempos da arte primitiva, com esculturas que reverenciavam corpo feminino, nu e símbolo de fertilidade, passando pelas pinturas de nudez feminina em proporções canônicas e também na quebra destes mesmos cânones pelos pintores do início do século 20. Desde o nosso inocente desenvolvimento psicossexual, esboçamos descobertas que serão revistas na vida adulta. Lidar com a sexualidade é uma forma de compreender-nos enquanto indivíduos. Compartilhá-la é apreender a coexistir num âmbito social, descobrindo os momentos de expô-la ou reprimi-la.
Para o artista a sexualidade não pode estar coagida, pois como é intitulada uma das obras de Schiele, pintada em 1912: Oprimir o Artista é um Crime, é Assassinar a Vida no Ovo!


**Esta é a data original de publicação num outro blog.

Referências:
ALMEIDA, Sullivan B. de. Percepções acerca de uma análise imagética de Fantoches da Meia-Noite, de Di Cavalcanti, e de “Marionetes do Kamasutra”, deEgon Schiele. Revista Trama Interdisciplinar. v. 2, n. 2, 2011, 131-155. Disponível em: http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/tint/article/view/4427. Acesso em 09/11/2012
DA MATA, Roberto. Você tem cultura? Jornal da Embratel. Rio de Janeiro, 1981.
BELTING, Hans. Arte Universal e Minorias – uma nova geografia da história da arte. In: O fim da história da arte. São Paulo: Cosac Naify, 2006. 95 a 104.
MEDNICOFF, Elizabeth. Dossiê Freud. São Paulo: Universo dos Livros, 2008.
MORAIS, Zita (tradução). Egon Schiele. Lisboa: Lisma, 2006.
VILLAÇA, Nízia. A MULTIPLICAÇÃO DOS CORPOS NA COMUNICAÇÃO ARTÍSTICA: Representação e Antropologia. Rio de Janeiro: UFRJ. Disponível em: http://www.pos.eco.ufrj.br/docentes/prof_nvillaca.html. Acesso em 09/11/2012

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Lançamento "Vila Bosque"


A série de trabalhos intitulada Vila Bosque resume-se em tirinhas (quadrinhos) desenvolvidas no ano de 2015. O processo de criação foi dinâmico e descontraído com o objetivo de trazer um olhar crítico em temas que, as vezes, podem parecer levianos. A série durou nove edições e podem ser conferidas abaixo.


#01 - Fido nas Redes Sociais
#02 - Fiu Fiu
#03 - Meninas Veneno
#04 - História do Artista
#05 - Fido, o misantropo
#06 - Revista
#07 - Dilema de Fido
#08 - Não é o que você está pensando!