segunda-feira, 2 de maio de 2016

Movimento Futurista


Tido como o primeiro movimento europeu de vanguarda, o Futurismo iniciou o século vinte rompendo com a arte do século dezenove. Armados de irreverência, os futuristas objetivaram, agressivamente, a ruptura com o passado ao buscar a destruição da sintaxe, a libertação das palavras, a disposição dos substantivos ao acaso e, principalmente, a demolição dos museus, bibliotecas e antiquários.
A figura do poeta italiano, Filippo Marinetti, é lembrada como líder do movimento que assistiu a ascensão das novas formas de comunicação decorrentes das descobertas científicas do século que se iniciava. Utilizando-se do jornal, veículo de comunicação de massa, Marinetti publicou seus "Manifesto futurista" e "Manifesto da literatura futurista", respectivamente em 1909 e 1912, tendo em vista fomentar uma nova arte que considerasse os seguintes fenômenos: a rapidez do mundo moderno; o amor ao novo e ao imprevisto; e a busca de conhecer tudo o que até então era tido como inacessível e irrealizável.
Esta nova forma artística, denominada futurista, valorizou um novo conceito de beleza, levando em conta o grotesco; mirou a dessacralização da arte, contrariando a beleza clássica; e posicionou-se radicalmente a favor da renovação da arte, de maneira autoritária e belicosa, enveredando-se assim, ao movimento fascista italiano.
Em nosso país, não houve a constituição de um movimento futurista, porém a poesia dos modernistas Mário de Andrade e Oswald de Andrade evidenciaram algumas tendências e inovações propostas pelo futurismo. Inclusive, Oswald, chamou Mário de futurista em artigo publicado nos anos 1921, no Jornal do Comércio. Escandalizado, Mário discordou e assumiu a culpa pelo erro de seu companheiro.
Também na Semana de Arte Moderna, realizada em fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, o compositor Heitor Villa-Lobos regeu uma orquestra com instrumentos atípicos para a música clássica, provocando assim, agitação e vaia do público que foi pego de surpresa pela inovação do músico. O ruído da folha de zinco, por exemplo, utilizada por Villa-Lobos está entre a lista de elementos não harmoniosos incorporados na música futurista, que também tinha por inspiração a cidade moderna, o mundo urbano e a tecnologia.


Referência:
HELENA, Lúcia. Movimentos de Vanguarda Européia. Editora Scipione, 1993.





domingo, 1 de maio de 2016

Citação Direta #02

“O termo vanguarda vem do francês avant-garde e significa o movimento artístico que ‘marcha na frente’, anunciando a criação de um novo tipo de arte. Esta denominação tem também uma significação militar (a tropa que marcha na dianteira para atacar primeiro), que bem demonstra o caráter combativo das ‘vanguardas’, dispostas a lutar agressivamente em prol da abertura de novos caminhos artísticos.”
-Lúcia Helena.

Referência:
HELENA, Lúcia. Movimentos de Vanguarda Européia. Editora Scipione, 1993.

domingo, 17 de abril de 2016

LAO #003

Primeiro mural realizado na cidade, ao lado da segunda intervenção (LAO #002), contando com aproximadamente 680 x 270 cm de extensão no bairro Belas Artes, Itanhaém, SP.


sexta-feira, 18 de março de 2016

LAO #002

Trabalho de arte urbana realizado na cidade de Itanhaém - SP, na Rua Vitor Meireles, bairro Belas Artes.



terça-feira, 1 de março de 2016

LAO #001

Trabalho de arte urbana realizado na cidade de Itanhaém - SP, durante o evento GAME OF SKATE + BATALHA DO SECRETO.





quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Iniciando as atividadem em Itanhaém - SP

Viemos comunicar que a partir deste mês, a Láudano Artes estará atuando exclusivamente na cidade litorânea de Itanhaém - SP, deixando pra trás a cidade natal de Maringá - PR. É uma nova etapa de nossa empreitada e estamos prontos para continuar promovendo doses homeopáticas de cultura, só que agora, nesta cidade que é tida como a segunda mais antiga de nosso país. Abaixo, foto do monumento Mulheres de Areia, erigida na Praia dos Pescadores por Serafim Gonzales na década de 70.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Releitura #01 - Capitão Presença


Capitão Presença é uma personagem que parodia os super-heróis das histórias em quadrinhos. Baseado no jornalista Matias Maxx (Tarja Preta) e bolado pelo quadrinista Arnaldo Branco, o herói pode ser encontrado no livro "As Aventuras do Capitão Presença" lançado pela Conrad em 2006.