terça-feira, 25 de setembro de 2018

D.X - O Que Vale? (parte 1)



Confira agora mesmo o lançamento do videoclipe solo de D.X, gravado e publicado em parceria com a gravadora Namocada Records de Maringá-PR.


O QUE VALE? (parte 1)
Beat, Letra e Voz: D.X 
Baixo e Guitarra: Trabuco 
Captação: Vibe 
Mix/Master: Diogo Poppi 
Audiovisual: Gabriel Campos 

Letra: 
Que fique claro e que possam me entender bem
É que eu não quero e nunca quis enganar ninguém 
E se algum dia eu já menti para ganhar uns vinténs 
Não terei nem como fugir se confiscarem os meus bens 
A vida é assim, não é? Fui batizado André 
E desovado neste mundo cresci junto com a ralé.. 
E agora, José? E agora, você? 
O anônimo aduzido resolveu aparecer 
E acabou se metendo num paradoxo sem fuga 
Como o Aquiles que nunca alcançará a tartaruga. 
Então pra que trabalhar, se frustrar e insistir? 
É o ato de teimosia dizendo pr'eu persistir. 
Pois resistir é um dom. Resistência é a estratégia 
Pra mandar um rabo-de-arraia naqueles comédias 
Os que querem minha queda, com eles nem me preocupei 
Pois ainda que me derrubem, em breve me levantarei. 

Quanto esforço da sua parte. 
Diga-me você, que exala este espírito implacável. Pra que fazer arte? 
Não seria esta insistência artística um mero ato de teimosia de alguém que, um dia, fora convencido de que possuía um dom, um sonho que sequer era seu? 

Oh, melancólico Morfeu o que foi que te deu? 
Se me perco em devaneios que culpa tenho eu? 
Meus semelhantes têm sonhado desde os chás-de-lírios 
E sua irmã tem provocado muitos de seus delírios. 
Graças a crueldade herdada do Império Assírio 
A nossa história foi escrita com sangue de martírio 
Assim fazemos vista grossa utilizando colírio 
É por essas e por outras que me inebrio. 
Sei que o que disse pode parecer tolice 
Só não queria que agisse como se não me visse 
Pois se me ouvisse, percebesse e sentisse 
Se uniria a mim contra a sem-vergonhice. 
Aquela praticada desde os chefes tribais, 
Monarcas, governadores, políticos profissionais 
E toda a corja mundana que comanda por trás 
Nos sujeitando a levar esta vidinha fugaz. 
Se tão entendendo o que digo, deem um grito... 
É hora de encararmos o grande conflito! 
Somos indivíduos, com deveres e direitos 
Temos que conviver e assim exigir respeito 
Por isso te convido: Tire a corda do pescoço! 
Aproveite pra estudar enquanto ainda é moço 
E ao invés de ser um Zé Ninguém busque ser Zé do Caroço 
Fazendo alvoroço, dizendo: Enfim, valeu o esforço!


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Pincelada: Vânia Mignone

Foto: Thiago Ferri (SESC/SP)

O conceito de narrativas enviesadas se encaixa no trabalha de Vânia Mignone (1967-) na medida em que a artista cria suas narrativas de maneira não linear. Sua preocupação está em criar obras pessoais, que revelem sua origem e formação, porém sem ignorar a expansão gerada a partir da presença de quem as observa. Neste ponto, Mignone acredita que seu trabalho conversa bem com as pessoas, ainda que gerem incômodos e tensões.
Seus interesses em xilogravura, desenho, quadrinhos, artes gráficas, cartazes publicitários e poesia concreta se fazem reconhecíveis na sua obra, a qual se forma a partir da junção entre imagem, texto e cor. Para a artista, não há como realizar uma obra sabendo como vai começar e onde vai terminar. Suas pinturas não são totalmente pensadas, mas potencializadas no acaso, permitindo assim, que cada observador invente sua própria narrativa. 



Referência:
Katia Canton. Narrativas enviesadas. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009 (Livro).


terça-feira, 19 de junho de 2018

Manifestações Artísticas Durante a Intervenção Militar



No dia 31 de março de 1964 um golpe militar com o apoio de grupos de extrema-direita derrubou João Goulart da presidência e deu início a ditadura das Forças Armadas Brasileiras. As raízes do golpe militar são anteriores a esta data e as cicatrizes e consequências dela muito posteriores. Naquela época, o Estado reprimia e censurava as manifestações artísticas, atingindo diretamente os artistas que incorporavam a crítica cultural e política nas suas experimentações e estagnando grande parte dos setores culturais. 

Leia o artigo completo em:
http://arteref.com/historia-1/manifestacoes-artisticas-durante-a-intervencao-militar-brasileira/


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Por Que Escolhi Ser Professor?


Semana passada publicamos em nosso canal do YouTube um vídeo sobre Arte/Educação, onde o prof. André D.X conta um pouco sobre sua formação acadêmica em Artes Visuais e relata brevemente sobre sua experiência docente. A ideia surgiu após o mesmo ter sido recente questionado: POR QUE VOCÊ ESCOLHEU SER PROFESSOR??

▶ Facebook: https://www.facebook.com/LaudanoArtes
▶ Instagram: @laudanoartes 
▶ Site: http://laudano.art.br
▶ Email: promotor@laudano.art.br
▶ Telefone: +55 (13) 99694-4525



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Pincelada: Victor Brecheret

Foto: Arquivo Pessoal (El País)

O escultor paulistano Victor Brecheret (1894-1955) elaborou diversos monumentos que podem ser vistos em diversos lugares de sua cidade natal. A diversidade de temas e formas revelam a sua trajetória artística desde seu ingresso no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, passando pelos seus estudos em Paris, até alcançar sua fase marajoara-indígena. Embora o Monumento às Bandeiras seja sua obra-prima, sua primeira obra a ser adquirida pela Prefeitura Municipal de São Paulo foi Eva, no ano de 1921.
Outra figura feminina concebida pelo artista foi a escultura tumular encomendada para o túmulo da poeta parnasiana Francisca Júlia da Silva, trabalho que foi recompensado com uma bolsa de estudos em Paris. Após esta fase, onde foi influenciado por Bourdelle e Brancusi, suas obras passaram a ter volumes mais expressivos e superfícies uniformes. A figura feminina em sua obra perde a delicadeza tradicional francesa e assume características e traços rústicos que evidenciam uma forma de arte próxima ao povo brasileiro. Por seus feitos é considerado hoje o mais importante escultor nacional do século vinte.




Referência:
Sandra Brecheret Pellegrini. Em cada canto de São Paulo um encanto de Brecheret. São Paulo: Noovha América, 2004 (Livro).


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Pincelada: Di Cavalcanti

Auto-retrato, 1943. Óleo sobre tela, 33,5 x 26,0 cm. Coleção particular.

Di Cavalcanti
(1897-1976) foi um extraordinário artista pictórico e lírico, pois sentia todas as coisas através de instantes de poesia. Como caricaturista, ilustrou a política e a sociedade de sua época com um olhar crítico, o mesmo que enxergou a necessidade de uma semana voltada à arte moderna em 1922. Com isso, ele não desejou somente uma chacoalhada, mas, uma nova postura frente às mazelas sociais brasileiras. Frustrado por não atingir sua meta, mudou-se para Paris.

Em sua maturidade artística, o pintor das curvas sensuais, das cores calorosas e do amor de suas figuras alcançou uma orquestração viva e equilibrada destas qualidades, que outrora, já se apresentaram estáticas. Contudo, na percepção do crítico Mário Pedrosa, Di surgiu como um colorista pictórico inigualável no país e também por sua forte personalidade, sua natureza boêmia, seus motivos populares e sua técnica singular é que ele merece o título de mestre brasileiro.


Referência:
Denise Mattar e Elisabeth Di Cavalcanti. Di Cavalcanti: conquistador de lirismos. Rio de Janeiro: Capivara, 2016 (Livro).

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Serviços Láudano Artes

Esta semana adicionamos no Facebook um vídeo contendo os serviços que prestamos em nosso empreendimento criativo. Confira e se precisar de nós, não hesite em falar conosco!