A Láudano Artes foi criada por D.X, pseudônimo de André Luís Onishi, e tem como atividades: o ensino de arte, a produção de eventos culturais e o comércio de objetos artísticos. Entre em contato via e-mail (promotor@laudano.art.br) ou telefone (13) 99694-4525.
Confira agora mesmo o lançamento do EP solo de D.X, Ritmo E Poesia, lançado pela Láudano Artes.
D.X é um emcee paranaense residindo há três anos na Baixada Santista tendo seu desempenho mais notório integrando a banda maringaense de hip-hopAnônimos Aduzidos desde 2011. Além do REP trabalha ainda com artes visuais, teatro e também atua como professor de Arte na rede municipal de Itanhaém-SP.
Iniciou no hip-hop há cerca de quinze anos e agora lançou seu primeiro EP intitulado "Ritmo e Poesia", onde apresenta sua visão libertária de mundo ao rimar sobre temas cotidianos sem cair na mesmice ou seguir as atuais tendências do REP. Neste trabalho conta com seu parceiro de banda, Lucas Trabuco, na execução de instrumentos de cordas que atribuem aos beats uma sonoridade orgânica e autoral.
Natural de Maringá, D.X é compositor e artista, que nas salas de aula da E.M. Bernardino de Souza Pereira também é conhecido como professor André Onishi. Seu novo trabalho intitulado “Ritmo e Poesia” será lançado em junho e tem singles com a participação da cantora local Anna Zechinatto (Cereja) e um antigo parceiro de banda, Lucas Trabuco. Uma das músicas do álbum é o single “Paixão de Carnaval”, um dueto entre D.X e Cereja lançado esta semana, no YouTube. Em uma mistura de hip-hop com samba, o som traz versos sobre desejo, atração e liberdade.
Autorretrato, 1923. Óleo s/ tela, 50 x 40 cm. Domínio Público.
Dos desenhos que encantavam os caiçaras enquanto era menino até seu último grande trabalho para a Matriz de São João da Bocaina, Benedito Calixto (1853-1927) construiu um importante legado que o coloca como um dos maiores personagens na vida histórica de Itanhaém. Por decreto publicado em 1981 pelo então governador de São Paulo, Paulo Maluf, na semana que incluir o dia 14 de outubro é celebrada homenagem ao pintor, nascido na Vila Conceição de Itanhaém, cuja atividade artística foi revelada em três fases: paisagens marinhas, temas históricos e assuntos religiosos.
Tendo a necessidade de trabalhar desde cedo para ajudar no sustento da família, se mudou para Brotas, depois Santos, e realizou sua primeira exposição na redação do Correio Paulistano, em 1881 na cidade de São Paulo. Já em 1883, a convite de Visconde de Vergueiro, vai trabalhar e estudar em Paris onde realizou cursos em desenho e pintura, ganhando assim, a simpatia do público europeu. De volta à pátria, em 1884, mesmo sofrendo de arteriosclerose trabalhou até idade avançada e faleceu em São Paulo, quando recebia a última prestação de suas pinturas para a Igreja Bocainense.
Referência:
Repórter do Litoral. O pintor que amava Itanhaém, 198x (Reportagem em acervo na Biblioteca Municipal Paulo Bomfim).
Neste vídeo, o prof. André D.X faz um breve relato sobre seus Ensaios Gráficos, trabalho artístico que envolve uma produção textual e imagética publicado originalmente aqui no blog da Láudano Artes e posteriormente exibido na exposição "Cartum, Cartoon, Cartone!".
Confira agora mesmo o lançamento do videoclipe solo de D.X, gravado e publicado em parceria com a gravadora Namocada Records de Maringá-PR.
O QUE VALE? (parte 1)
Beat, Letra e Voz: D.X
Baixo e Guitarra: Trabuco
Captação: Vibe
Mix/Master: Diogo Poppi
Audiovisual: Gabriel Campos
Letra:
Que fique claro e que possam me entender bem
É que eu não quero e nunca quis enganar ninguém
E se algum dia eu já menti para ganhar uns vinténs
Não terei nem como fugir se confiscarem os meus bens
A vida é assim, não é? Fui batizado André
E desovado neste mundo cresci junto com a ralé..
E agora, José? E agora, você?
O anônimo aduzido resolveu aparecer
E acabou se metendo num paradoxo sem fuga
Como o Aquiles que nunca alcançará a tartaruga.
Então pra que trabalhar, se frustrar e insistir?
É o ato de teimosia dizendo pr'eu persistir.
Pois resistir é um dom. Resistência é a estratégia
Pra mandar um rabo-de-arraia naqueles comédias
Os que querem minha queda, com eles nem me preocupei
Pois ainda que me derrubem, em breve me levantarei.
Quanto esforço da sua parte.
Diga-me você, que exala este espírito implacável. Pra que fazer arte?
Não seria esta insistência artística um mero ato de teimosia de alguém que, um dia, fora convencido de que possuía um dom, um sonho que sequer era seu?
Oh, melancólico Morfeu o que foi que te deu?
Se me perco em devaneios que culpa tenho eu?
Meus semelhantes têm sonhado desde os chás-de-lírios
E sua irmã tem provocado muitos de seus delírios.
Graças a crueldade herdada do Império Assírio
A nossa história foi escrita com sangue de martírio
Assim fazemos vista grossa utilizando colírio
É por essas e por outras que me inebrio.
Sei que o que disse pode parecer tolice
Só não queria que agisse como se não me visse
Pois se me ouvisse, percebesse e sentisse
Se uniria a mim contra a sem-vergonhice.
Aquela praticada desde os chefes tribais,
Monarcas, governadores, políticos profissionais
E toda a corja mundana que comanda por trás
Nos sujeitando a levar esta vidinha fugaz.
Se tão entendendo o que digo, deem um grito...
É hora de encararmos o grande conflito!
Somos indivíduos, com deveres e direitos
Temos que conviver e assim exigir respeito
Por isso te convido: Tire a corda do pescoço!
Aproveite pra estudar enquanto ainda é moço
E ao invés de ser um Zé Ninguém busque ser Zé do Caroço
Fazendo alvoroço, dizendo: Enfim, valeu o esforço!
O conceito de narrativas enviesadas se encaixa no trabalha de Vânia Mignone (1967-) na medida em que a artista cria suas narrativas de maneira não linear. Sua preocupação está em criar obras pessoais, que revelem sua origem e formação, porém sem ignorar a expansão gerada a partir da presença de quem as observa. Neste ponto, Mignone acredita que seu trabalho conversa bem com as pessoas, ainda que gerem incômodos e tensões.
Seus interesses em xilogravura, desenho, quadrinhos, artes gráficas, cartazes publicitários e poesia concreta se fazem reconhecíveis na sua obra, a qual se forma a partir da junção entre imagem, texto e cor. Para a artista, não há como realizar uma obra sabendo como vai começar e onde vai terminar. Suas pinturas não são totalmente pensadas, mas potencializadas no acaso, permitindo assim, que cada observador invente sua própria narrativa.
No dia 31 de março de 1964 um golpe militar com o apoio de grupos de extrema-direita derrubou João Goulart da presidência e deu início a ditadura das Forças Armadas Brasileiras. As raízes do golpe militar são anteriores a esta data e as cicatrizes e consequências dela muito posteriores. Naquela época, o Estado reprimia e censurava as manifestações artísticas, atingindo diretamente os artistas que incorporavam a crítica cultural e política nas suas experimentações e estagnando grande parte dos setores culturais.